Commodities Agrícolas

17/12/2012

Commodities Agrícolas

 


Fôlego extra O açúcar demerara avançou na sexta-feira em Nova York, mesmo ainda pressionado pela ampla oferta vinda do Brasil (maior fornecedor mundial da commodity). Os contratos com vencimento em maio fecharam com uma valorização de 43 pontos, a 19,13 centavos de dólar por libra-peso. Durante a semana, as cotações do açúcar recuaram ao menor patamar dos últimos 28 meses. "Mas nós não estamos fora de perigo", disse Michael McDougall, da Newedge USA, à Dow Jones Newswires, ao se referir ao fato de que a elevada disponibilidade da commodity pode voltar a pesar. Porém, ele acha improvável uma nova onda de vendas nas últimas semanas do ano. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos ficou a R$ 48,31, em baixa de 1,04%.

Temor climático As cotações do suco de laranja registraram a quinta sessão seguida de ganhos na sexta-feira em Nova York. Os contratos para março encerraram em alta de 65 pontos, a US$ 1,3815 por libra-peso. Na semana, o avanço chega a 10,7%. Investidores seguem a fazer apostas de que geadas podem trazer danos aos plantios da Flórida (Estado americano que é a segunda maior região produtora de citros no mundo). No entanto, Shawn Hackett, da Hackett Financial, disse à Dow Jones Newswires que se nenhuma ameaça climática se concretizar até o final de dezembro, os especuladores começarão a reduzir o prêmio de risco climático nas cotações. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias permaneceu estável, a R$ 5,92, segundo o Cepea/Esalq.

Demanda robusta Dados positivos sobre o setor manufatureiro da China injetaram otimismo no mercado financeiro mundial e colaboraram para que os grãos fechassem em alta generalizada na bolsa de Chicago na sexta-feira. Os contratos de soja com vencimento em março avançaram 1,32% (19 centavos), cotados a US$ 14,9150 por bushel. De acordo com Bruno Perottoni, analista da corretora Terra Investimentos, os preços da oleaginosa seguem sustentados pela demanda robusta. "O mercado deu uma animada com as exportações semanais americanas anunciadas na quinta-feira, de 1,319 milhão de toneladas", afirmou. Em Canarana (MT), a saca está sendo negociada a cerca de R$ 66, de acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Compras técnicas Depois de seis pregões consecutivos de desvalorizações, os preços do milho se recuperaram na sexta-feira na bolsa de Chicago estimulados por compras baseadas em análises técnicas e também pela volta do temor com os estoques mundiais enxutos. Assim, os contratos com entrega em março encerraram em alta de 10,50 centavos, a US$ 7,3075 por bushel. "Porém, o grão vem oscilando dentro de um estreito intervalo, com a demanda um pouco mais fraca e influenciado negativamente pelo trigo, que sente o peso da previsão de estoques globais maiores", afirma Bruno Perottoni, analista da corretora Terra Investimentos. No Paraná, a saca de 60 quilos ficou a R$ 27,55, em elevação de 0,29%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).

Tags
Commodities Agrícolas
Galeria: