Commodities Agrícolas

18/12/2012
Commodities Agrícolas
 
 
 
Influência externa Os preços do açúcar demerara seguiram o caminho da recuperação ontem na bolsa de Nova York, após terem caído ao menor patamar em 28 meses na semana passado. Os contratos com vencimento em maio fecharam em alta de 37 pontos, a 19,50 centavos de dólar por libra-peso. Segundo a agência Dow Jones Newswires, os traders começaram a fazer apostas de que as cotações vão subir, na esperança de que uma melhora na situação econômica global poderá elevar a demanda no próximo ano. Ainda assim, preocupa o mercado a perspectiva de que haverá uma ampla oferta de açúcar vinda do Brasil, que é o maior fornecedor mundial da commodity. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos ficou a R$ 48,60, com uma valorização de 0,60%.
 
Torrefadoras de volta O café arábica registrou alta ontem na bolsa de Nova York, após três pregões seguidos de perdas. Os papéis com entrega em março encerraram com um ganho de 280 pontos, a US$ 1,4595 por libra-peso. A percepção dos traders é de que os preços menores da commodity teriam levado as torrefadoras de volta ao mercado. No entanto, Hector Galvan, analista da R.J. O'Brien, disse à Dow Jones Newswires que o elevado volume disponível do grão no mundo continua a pressionar os preços. "Esta semana deve ser de pouca comercialização, e o café deve manter sua tendência de baixa", previu. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre a mínima de R$ 330 e a máxima de R$ 340, de acordo com informações do Escritório Carvalhaes, de Santos.
 
Embarques menores Depois de duas sessões consecutivas de ganhos, a soja recuou ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com entrega em março fecharam em baixa de 3,25 centavos, a US$ 14,8825 por bushel. "Os números de exportação dos Estados Unidos não vieram muito bons", afirmou Samuel Garcia, corretor da Hencorp Commcor. Os americanos enviaram ao exterior um milhão de toneladas de soja na semana encerrada em 13 de dezembro, volume abaixo do esperado pelos analistas, porém 16,3% superior ao mesmo período do ano passado. Se comparado ao resultado da semana imediatamente anterior, o montante da oleaginosa é 23,6% inferior. No oeste da Bahia, a saca de 60 quilos saiu por R$ 63,33, de acordo com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
 
Movimentos técnicos O trigo iniciou o pregão de ontem em alta nas bolsas americanas, favorecido pelo fato de ter sido negociado abaixo da média móvel dos últimos 200 dias na semana passada, o que soou como um sinal técnico positivo e fez os traders voltarem às compras. Porém, os preços não resistiram e recuaram antes do fechamento. Em Chicago, os contratos para maio fecharam em baixa de 6 centavos, a US$ 8,2025 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento caíram 7,75 centavos, a US$ 8,6650 por bushel. Ainda assim, a tensão com o clima seco nas Grandes Planícies dos EUA (onde as lavouras estão recém-plantadas) pode sustentar as cotações. No Paraná, a saca caiu 0,3%, a R$ 37,03, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).
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