28/12/2012
Commodities Agrícolas
Lucros no bolso O algodão recuou ontem na bolsa de Nova York, em meio a uma realização de lucros, depois de subir por três pregões consecutivos. Os papéis com entrega para maio fecharam em baixa de 95 pontos, a 76,63 centavos de dólar por libra-peso. "As liquidações de posições também podem ter sido influenciadas pelo nervosismo em relação ao rumo das discussões sobre o 'abismo fiscal' dos Estados Unidos", disse John Flanagan, da Flanagan Trading, à Dow Jones Newswires. O analista prevê que os preços da fibra continuem a encontrar resistência no patamar de 77 centavos de dólar por libra-peso e permaneçam sob pressão em 2013. No oeste da Bahia, a arroba da pluma saiu ontem por R$ 49,93, de acordo com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
Posições cobertas O açúcar demerara apresentou forte alta ontem na bolsa de Nova York, em meio a uma cobertura de posições vendidas. Os contratos com vencimento em maio fecharam com um ganho de 36 pontos, a 19,58 centavos de dólar por libra-peso. O volume negociado, contudo, foi bastante limitado, de cerca de 10% da média diária do ano passado. Apesar da valorização de hoje, Michael McDougall, da Newedge USA, disse à agência Dow Jones Newswires acreditar que as cotações do açúcar "não parecem muito saudáveis", e algumas vendas feitas por produtores do Brasil (maior fornecedor mundial da commodity) devem limitar uma escalada de preços mais sustentada. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos ficou a R$ 49,45, em queda de 0,34%.
Influência externa A soja, que iniciou o pregão de ontem em alta na bolsa de Chicago, acabou por fechar no vermelho, influenciada pelas tensões macroeconômicas. Os contratos com vencimento em março terminaram em baixa de 4,50 centavos, a US$ 14,14 por bushel. A queda do índice de confiança do consumidor americano em dezembro e as declarações pessimistas feitas por políticos dos Estados Unidos em relação ao "abismo fiscal" golpearam os preços da oleaginosa. "O mercado estava animado com a compra de 115 mil toneladas pela China, anunciada ontem, mas as preocupações com o cenário macro 'estragaram' a alta", disse Bruno Perottoni, analista da corretora Terra Investimentos. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca permaneceu estável, a R$ 75,73.
Demanda fraca O trigo voltou a cair nas bolsas americanas ontem, pressionado pelo esfriamento da demanda. Em Chicago, os contratos com entrega em maio encerraram em baixa de 2,25 centavos ontem, a US$ 7,8225 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento recuaram 1,25 centavo, a US$ 8,3325 por bushel. Há ainda uma melhora climática nas regiões produtoras americanas. Uma tempestade de neve cobriu as lavouras das Grandes Planícies dos EUA, o que deverá proteger as plantas das geadas e fornecer a umidade necessária ao solo, quando o gelo derreter na primavera. No Paraná, a saca de 60 quilos foi negociada a R$ 38,03, avanço de 0,69%, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).