07/01/2013
Commodities Agrícolas
Piso em três semanas Os contratos futuros de açúcar demerara continuaram sua trajetória de queda e atingiram na sexta-feira seu menor valor em três semanas na bolsa de Nova York, em meio ao tempo quente e úmido nas principais regiões produtoras de cana no Brasil. Os contratos com vencimento em maio encerraram a semana passada a 19 centavos de dólar por libra-peso, em baixa de 23 pontos sobre a véspera "A alta do dólar também não ajudou em nada a cotação do açúcar, que anda ruim há algumas semanas", afirmou Michael McDougall, da Newedge, à agência Dow Jones Newswires. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal registrou variação positiva de 0,2%, para R$ 49,31. No mês, há queda acumulada de 1,91%.
No fundo do poço As cotações do suco de laranja resistiram à valorização do dólar e encerraram o pregão de sexta-feira em alta na bolsa de Nova York, após cinco quedas consecutivas, quatro delas expressivas. A cobertura de posições que garantiu a interrupção da trajetória baixista ganhou força com os sinais que indicam que as cotações já chegaram ao fundo do poço no que depender dos fundamentos de oferta e demanda, que continuam a produzir um quadro confortável. Os contratos com vencimento em março fecharam a US$ 1,1295 por libra-peso, alta de 135 pontos em relação à véspera. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco de laranja subiu para R$ 7,83, de acordo com levantamento realizado pelo Cepea/Esalq.
Safra gorda A expectativa de que a safra americana de soja no ciclo 2012/13 seja maior do que a esperada pressionou as cotações do grão na sexta-feira de Chicago. Os contratos futuros com entrega para março recuaram 19,25 centavos de dólar na sexta-feira, para US$ 13,67 por bushel. O comportamento dos preços foi influenciado pela nova estimativa da consultoria americana Informa, que elevou sua projeção para a produção de soja na safra 2012/13 de 80,8 milhões de toneladas 82,6 milhões de toneladas da oleaginosa. "Os dados da Informa e a expectativa de que o USDA também vá aumentar sua estimativa para a safra de soja se sobrepuseram" afirmou Daniel D´Avila, analista da Newedge. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o grão do Paraná caiu 6,39% na sexta-feira, para R$ 64,45 a saca de 60 quilos.
Demanda fraca O clima favorável para as lavouras da América do Sul ainda continua a pressionar o milho na bolsa de Chicago. Na sexta-feira, as cotações também foram afetas por um movimento técnico de ajustes de posição dos investidores antes da divulgação, nesta semana, de dados mensais de oferta, demanda e estoques pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os contratos para maio encerraram a semana passada na bolsa americana a US$ 6,8075 o bushel, queda de 10,25 centavos de dólar sobre a véspera. Pesaram, ainda, preocupações com a demanda morna. O USDA divulgou que apenas 49,1 mil toneladas de milho foram vendidas pelos EUA na semana encerrada no dia 27, ante uma expectativa de 110 mil a 200 mil toneladas. No Brasil, o indicador Esalq/BM&F para a saca do grão teve queda de 0,53%, a R$ 33,70.