09/01/2013
Commodities Agrícolas
Peso do dólar O cacau devolveu os ganhos da sessão anterior e fechou a terça-feira no vermelho na bolsa de Nova York, pressionado pelo dólar valorizado ante uma cesta de moedas. Os papéis para maio encerraram em forte baixa de US$ 52, a US$ 2.223 por tonelada. Ainda assim, a amêndoa pode obter algum suporte, já que os traders começam a focar atenções nos novos números sobre o processamento na Europa, na América do Norte e na Ásia. "Os analistas acreditam que os dados sobre a moagem virão um pouco mais positivos, o que pode ser um fator altista para o mercado", disse Hector Galvan, analista da R.J. O'Brien, à Dow Jones Newswires. Em Ilhéus e Itabuna (BA), o preço médio da arroba ficou a R$ 63,66, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.
Piso em 2 meses O suco de laranja iniciou a sessão com ganhos ontem na bolsa de Nova York, mas os preços cederam antes do fechamento, um sinal de que a fraca demanda pela bebida nos Estados Unidos e o clima favorável na Flórida (segunda maior região produtora de citros no mundo, atrás do Brasil) continuam a superar as preocupações com o greening, doença bacteriana que tem atacado as lavouras americanas. Assim, os contratos com vencimento em março encerraram com uma desvalorização de 125 pontos, a US$ 1,0935 por libra-peso - o menor valor desde 12 de novembro. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias apresentou um avanço marginal de 0,34%, cotada a R$ 5,85, de acordo com levantamento do Cepea/Esalq.
Demanda fraca O algodão foi pressionado pelo dólar valorizado e pela menor demanda para exportação nos Estados Unidos. Os papéis para maio fecharam ontem em queda de 55 pontos em Nova York, a 75,98 centavos de dólar por libra-peso. Ainda assim, o Commerzbank disse, em nota reproduzida pela agência Dow Jones Newswires, que as cotações devem reencontrar suporte, já que um volume consideravelmente mais baixo de algodão será produzido em 2013 (em função dos preços reduzidos). A instituição acrescenta que uma onda de calor na Austrália pode afetar a colheita da commodity no país e reduzir ainda mais a oferta global. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para os preços do algodão (com pagamento em 8 dias) ficou a R$ 1,6576 por libra-peso, em alta de 1,13%.
Operações de spread O milho avançou ontem pelo segundo pregão consecutivo em Chicago. Os papéis para maio fecharam com um ganho de 3,50 centavos, a US$ 6,8875 por bushel. Segundo Bruno Perottoni, analista da corretora Terra Investimentos, houve muitas operações de spread por parte dos fundos, que trocaram posições de soja pelas de milho. O motivo é a expectativa de que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revise para baixo a estimativa final para a produção americana de milho em 2012/13, e eleve a colheita de soja. Além disso, a Coreia do Sul anunciou a compra de 247 mil toneladas de milho, o que ajudou a dar suporte às cotações. No oeste da Bahia, a saca saiu por R$ 35, de acordo com levantamento da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia.