Commodities Agrícolas

21/01/2013

Commodities Agrícolas

 

Demanda dá suporte

Os preços da soja superaram as perdas da última sessão e encerraram a sexta-feira com ganhos na bolsa de Chicago, em função da sólida demanda, dos estoques apertados e também de preocupações com o clima mais seco na Argentina - onde as lavouras da oleaginosa estão em fase inicial de desenvolvimento. Assim, os contratos com vencimento em maio fecharam em ligeira alta de 2 centavos na sexta-feira, a US$ 14,1675 por bushel. Entretanto, os traders já começam a avaliar o ritmo de avanço dos preços, diante da aproximação da colheita na América do Sul e de alguns sinais de fraqueza técnica. Em Primavera do Leste (MT), a saca de 60 quilos ficou a R$ 52,75 para compra e R$ 54 para venda, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Estiagem americana

Os futuros de trigo avançaram na sexta-feira na esteira do milho (as duas commodities concorrem no segmento de ração animal) e também em função dos temores com o clima nos EUA. Os contratos para março terminaram o dia com valorização de 10 centavos de dólar (1,28%) a US$ 7,9125 por bushel. A seca intensa sobre o sul das Grandes Planícies americanas pode impedir o desenvolvimento normal do cereal de inverno. O Serviço Nacional de Meteorologia não prevê chuvas nos próximos cinco dias e, em um intervalo de seis a 10 dias, há chances de precipitações, no entanto, abaixo da média. No mercado do Paraná, a saca de 60 quilos do cereal foi negociada na sexta-feira em baixa de 0,20% a R$ 39,54, segundo o Departamento de Economia Rural do Estado (Deral/Seab).

Fôlego recuperado

Os preços do suco de laranja chegaram a disparar mais de 3% em Nova York na sexta-feira, mas perderam força antes do fechamento. Os contratos para maio encerraram em alta de 210 pontos, a US$ 1,1510 por libra-peso. A bebida tem consolidado um movimento ascendente na primeira semana do ano, embora os ganhos ainda sejam pequenos diante do escorregão do final de 2012, quando as cotações recuaram do patamar de US$ 1,40 para US$ 1,10 por libra-peso. "Foi um declínio dramático, então não é surpreendente que a commodity esteja recuperando o fôlego", disse Joe Nikruto, da corretora R.J. O'Brien, à Dow Jones Newswires. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias permaneceu estável a R$ 5,92, segundo o Cepea/Esalq.

Oferta deve crescer

Apesar dos números positivos de moagem de cacau na América do Norte (avanço de 0,95% no quarto trimestre de 2012), divulgados na quinta-feira, o mercado praticamente deu de ombros em Nova York. Os papéis para maio encerraram em queda de US$ 14, a US$ 2.294 por tonelada na sessão passada. Segundo a Dow Jones Newswires, o Rabobank cortou a previsão para as cotações da amêndoa, em função dos sinais de melhora na safra da Costa do Marfim e do fraco processamento na Europa (recuo de 6,2% entre outubro e dezembro do ano passado). Agora, o banco espera um preço médio de US$ 2.380 por tonelada no primeiro semestre de 2013. No mercado interno, o valor médio da arroba ficou a R$ 66, de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Tags
Commodities Agrícolas
Galeria: