22/01/2013
Medidas governamentais ajudam na convivência com o longo período de seca
O ano de 2012 foi sofrido para a agropecuária baiana, por causa da pior seca das últimas cinco décadas. Através do Comitê Estadual de Ações de Convivência com a Seca, coordenado pela Casa Civil, o governo adotou medidas emergenciais, garantindo água e alimento para a população. Mas o grande desafio foi evitar que os rebanhos fossem dizimados.
A Secretaria da Agricultura (Seagri) lançou uma campanha e os grandes produtores do oeste da Bahia doaram milhares de toneladas de milho para os pequenos criadores.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) também foi mobilizada no sentido de remover milho dos seus estoques no Centro-Oeste para o Nordeste, e por meio do programa de compra com doação simultânea foi possível evitar que produtores perdessem seus caprinos e ovinos.
Mas, pensando no amanhã e na necessidade de estruturar o semiárido para a convivência com a seca, a Seagri, em parceria com o Conselho Nacional dos Secretários de Agricultura (Consea), solicitou ao governo federal a implantação do PAC Semiárido, baseado em dois pilares: reserva alimentar para os rebanhos, através da palma forrageira, e água para dessedentação animal, por meio de poços e barragens para perenizar rios e riachos. O objetivo desse programa é atender a cerca de 1,5 milhão de famílias de agricultores do semiárido nordestino, e não apenas da Bahia.