SFPA/BA participa de reunião sobre o Terminal de Regaseificação da Bahia
Fotos: Imprensa SFPA/BA
Na última quarta-feira (dias 23 de janeiro de 2013), a Superintendente Federal da Pesca e Aquicultura do Estado da Bahia, Dra Silvia Cerqueira participou de uma reunião da Petrobras sobre o tema "Terminal de Regaseificação da Bahia". A reunião ocorreu no auditório da Capitania dos Portos da Bahia, situada no Comércio, com a presença de técnicos e gerentes da Petrobrás, representantes de entidades de pesca do Estado e o Capitão dos Portos da Bahia, André Novis Montenegro.
O Terminal de Regaseificação da Bahia (TRB) ficará localizado na Baía de Todos os Santos, a 4 km da Iha dos Frades e exigirá uma zona de exclusão de 1,5 km de raio onde será proibido pescar ou exercer atividades recreativas. O Rio de Janeiro e o Ceará já possuem Terminais de Regaseificação de Gás Liquefeito e a Bahia implantará o terceiro do gênero no País.
A obra integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e deve gerar 850 empregos diretos e 2.400 indiretos, além de trazer reflexos positivos para o recôncavo baiano logo no início da implantação. Os investidores são da ordem de R$ 1,3 bilhão. De acordo com a equipe da Petrobras, o terminal vai garantir a injeção de gás natural liquefeito (GNL) na Bahia, maior consumidor do produto nordestino.
Os representantes da classe pesqueira aproveitaram a oportunidade para registrar a preocupação com as comunidades tradicionais da região que sobrevivem da pesca e que serão afetadas pelos impactos ambientais causados pela implantação do empreendimento. Além disso, levantaram uma discussão no trânsito durante as navegações.
O Gerente de Comunicação Empresarial de Gás e Energia da Petrobras, Vanderley Antunes Bezerra, comprometeu-se a realizar reuniões periódicas com os representantes da classe pesqueira, nas comunidades e na sede das entidades, para construir uma mesa de diálogo, buscando propostas que beneficiem o pescador, pois a Petrobras não irá se eximir da sua responsabilidade. Inclusive o gerente reconheceu que a implantação do empreendimento se deu sem a devida discussão sobre os impactos ambientais que estão sendo causados às comunidades envolvidas.
No final do encontro ficou agendada uma nova reunião para o dia 20 de fevereiro com a presença da Superintendência da Pesca e Aquicultura do Estado da Bahia, da Gerência de Relacionamento Comunitária de Petrobras, da Gerência da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (também pertencente à Petrobras), dos técnicos da Segurança, Meio Ambiente, Eficiência Energética e Saúde e dos representantes de entidade da atividade pesqueira para discutir, inicialmente, a Segurança na Navegação.
Fonte:
Assessoria de Comunicação
Superintendência Federal da Pesca e Aquicultura no Estado da Bahia