Commodities Agrícolas
Vendas fracas
Depois de disparar na sessão anterior, em função das incertezas em relação à oferta mundial, o algodão registrou perdas na bolsa de Nova York na sexta-feira, pressionado pelo recuo nas exportações semanais da fibra americana. Os papéis com vencimento em maio fecharam em baixa de 172 pontos no pregão passado, a 80,48 centavos de dólar por libra-peso. Na sexta-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que os americanos acertaram a venda de 213,7 mil fardos de algodão da safra 2012/13 na semana encerrada em 17 de janeiro, uma queda de 37% ante os sete dias anteriores. Em Sorriso (MT), a arroba da pluma tem sido negociada a cerca de R$ 56, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Oferta abundante
O açúcar demerara fechou a sexta-feira em baixa em Nova York, em meio às tensões com a elevada oferta mundial. Os contratos com vencimento em maio encerraram em queda de 4 pontos, a 18,42 centavos de dólar por libra-peso. A Organização Internacional do Açúcar projeta que a oferta irá ultrapassar a demanda em 6,2 milhões de toneladas nesta safra 2012/13. "Não seria tão surpreendente se víssemos o açúcar cair abaixo de seu nível de suporte de 15 centavos de dólar neste ano. A produção firme e os dados de exportação do Brasil têm enfraquecido a commodity", disse a empresa de investimentos Lido Isle Advisors, em nota reproduzida pela Dow Jones Newswires. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos ficou a R$ 48,19, em baixa de 0,29%.
Demanda aquecida
Após duas quedas seguidas, a soja fechou a sexta-feira em alta na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em maio (que ocupam a segunda posição de entrega, normalmente a mais negociada) fecharam com um ganho de 2,25 centavos, a US$ 14,26 por bushel. O resultado foi sustentado pelos números semanais de exportação dos EUA. Segundo relatório divulgado pelo Departamento de Agricultura (USDA), o país vendeu 978,3 mil toneladas da commodity para o exterior entre os dias 10 e 17 de janeiro, superando o teto das expectativas do mercado. Além disso, os agentes seguem de olho nos boletins climáticos e na evolução das lavouras na América do Sul, que começa a colher sua safra 2012/13. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq/BM&FBovespa para a soja ficou estável, a R$ 63,56.
Exportações em alta
As boas vendas de trigo dos EUA na semana encerrada em 17 de janeiro sustentaram os preços do cereal nas bolsas americanas. O volume, de 647,5 mil toneladas, ficou acima das expectativas do mercado, que oscilavam entre 300 mil e 550 mil toneladas. Em Chicago, os contratos com entrega em maio fecharam em alta de 7,75 centavos, a US$ 7,8475 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento avançaram 8 centavos, a US$ 8,4025 por bushel. A percepção dos analistas é de que o recente recuo nos preços da commodity impulsionou a demanda. No Paraná, a saca de 60 quilos teve uma valorização de 0,25%, e ficou cotada a R$ 39,96, segundo levantamento d o Departamento de Economia Rural (Deral).