Commodities Agrícolas

30/01/2013
Commodities Agrícolas
 
 
 
Lucros no bolso
 
Depois de três sessões consecutivas de queda, o cacau registrou ganhos na bolsa de Nova York ontem, depois que investidores que apostavam na queda dos preços realizaram lucros. Assim, os contratos com vencimento em maio encerraram em alta de US$ 34, a US$ 2,204 por tonelada. Joe Ricupero, vice-presidente da R.J. O'Brien, disse à Dow Jones Newswires que o patamar de US$ 2.150 por tonelada parece um "bom nível de suporte". Ele acrescenta que as cotações da amêndoa podem ter novas baixas na próxima semana, com a liquidação de posições compradas por parte de especuladores para a rolagem dos contratos para maio. Em Ilhéus e Itabuna (BA), o preço médio da arroba da amêndoa ficou em R$ 60,26, de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau.
 
Oferta em xeque
 
O algodão voltou a subir ontem diante da renovação das preocupações de que o aumento nos preços de soja e milho irá fazer a maior parte dos agricultores deixar de lado o cultivo da fibra - o que enxugaria a oferta da commodity na próxima safra. Por isso, os papéis para maio encerraram com um ganho de 157 pontos, a 82,58 centavos de dólar por libra-peso. Além da concorrência com os grãos, a produção nos EUA (maior fornecedor mundial de algodão) enfrenta um problema a mais: Georgia e Texas, os principais Estados produtores da fibra no país, têm enfrentado uma seca severa, o que pode puxar para baixo a produtividade local. Em Sapezal (MT), a arroba da pluma tem sido negociada a cerca de R$ 56, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
 
Influência climática
 
Os preços da soja foram novamente puxados pelas preocupações com o tempo seco na Argentina e no sul do Brasil ontem. Os contratos com entrega em maio fecharam com valorização de 6,25 centavos, cotados a US$ 14,3975 por bushel. "Ainda não se sabe ao certo o tamanho do problema causado pelo clima", disse Bruno Perottoni, da corretora Terra Investimentos. Crescem também os temores de que o Brasil terá dificuldades para escoar a safra recorde esperada para este ano. Perottoni acredita que a soja continuará a ser negociada dentro de um intervalo entre US$ 14 e US$ 14,50 por bushel durante a safra 2012/13 brasileira. No oeste da Bahia, a saca de 60 quilos ficou cotada a R$ 53,07 ontem, segundo levantamento da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
 
Chuvas de volta
 
Vendas técnicas e a volta das chuvas às Grandes Planícies americanas, onde se concentra a produção de trigo nos Estados Unidos, pesou sobre as cotações do cereal nas bolsas americanas ontem. Em Chicago, os papéis para março fecharam em baixa de 2,25 centavos, a US$ 7,8575 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os contratos de mesmo vencimento encerraram com uma perda de 2 centavos, cotados a US$ 8,4175 por bushel. O cinturão de produção americano sofre há semanas com a seca e a preocupação dos traders é de que a estiagem cause danos aos plantios quando eles saírem da dormência, na primavera. No Paraná, a saca de 60 quilos saiu por R$ 40,03, alta de 0,43%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).
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