Seminário realizado em Salvador avalia reativação da Hidrovia do São Francisco

01/02/2013

Seminário realizado em Salvador avalia reativação da Hidrovia do São Francisco

 

O projeto de desenvolvimento do Corredor de Transporte Multimodal do Rio São Francisco está sendo discutido, até hoje, no Catussaba Resort Hotel, em Salvador, em seminário (foto) realizado pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e pelo Banco Mundial, em parceria com os ministérios dos Transportes, da Integração Nacional e Governo da Bahia.

"Nosso primeiro meio de transporte foi a Hidrovia do São Francisco, mas o Brasil, no passado, fez uma opção excludente pelo modelo rodoviário, que chega a ser nove vezes mais caro que o transporte hidroviário e muito mais prejudicial ao meio ambiente", disse o governador Jaques Wagner, na abertura do evento. "Eu parabenizo esta decisão, que vem do governo do presidente Lula e está sendo desenvolvida pela presidenta Dilma, de se retomar a hidrovia."

Exportações - Segundo o diretor-geral de operações do Banco Mundial, Boris Utria, os custos do segmento transporte na rota de exportação são fundamentais. De acordo com ele, para o Brasil alcançar competitividade econômica e continuar o crescimento e a expansão, inclusive das exportações, precisa melhorar o preço final do produto. "O custo do transporte no Brasil está uma média de 10% mais alto que nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O corredor vai ser uma peça muito importante neste processo."

Para o secretário do Planejamento, José Sérgio Gabrielli, "com a hidrovia, descendo de Juazeiro, passando por Ibotirama até Bom Jesus da Lapa, nós criaremos outra alternativa para o transporte de grãos, minérios e combustíveis, ampliando a possibilidade de crescimento e de competitividade nas atividades industriais na região".

Desenvolvimento – O secretário disse que um contêiner de frutas, saindo de Juazeiro, para chegar ao Porto de Rotterdam, na Holanda, representa o custo de US$ 5 mil acima em comparação a um que sai do Chile, vai ao Panamá e segue para Rotterdam. "Assim, nossa competitividade na produtividade tem que ser muito grande para compensar a desvantagem na área de transporte."

De acordo com o presidente da Codevasf, Elmo Vaz, o projeto é importante para o desenvolvimento regional nordestino e da Bahia, estado onde estão dois terços do Rio São Francisco. "Estamos estudando ações que vão estruturar um trecho que fica exatamente na Bahia, que vai de Ibotirama até Juazeiro e Petrolina. O projeto do corredor multimodal vai fazer a interligação dos modais rodoviário, hidroviário e ferroviário."

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