01/02/2013
Commodities Agrícolas
Clima ainda preocupa O suco de laranja disparou durante boa parte do pregão de ontem na bolsa de Nova York, impulsionado pelas contínuas preocupações em relação ao clima seco na Flórida (segunda maior região produtora de citros do mundo), mas perdeu um pouco de força antes do fechamento. Os contratos para maio encerraram com um ganho de 10 pontos, a US$ 1,2020 por libra-peso. Boyd Cruel, analista da Vision Financial Markets, disse à Dow Jones Newswires que a ausência de umidade pode fazer com que as frutas tendam a cair do pé. Ele acrescenta que pode haver alguma resistência no patamar de US$ 1,24 por libra-peso. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias permaneceu estável, a R$ 5,93, de acordo com levantamento do Cepea/Esalq.
Pressão do etanol As cotações do açúcar demerara voltaram a avançar em Nova York. Os papéis para maio fecharam em alta de 10 pontos, a 18,84 centavos de dólar por libra-peso. Na quarta-feira, o governo brasileiro anunciou o aumento na adição de etanol na gasolina no país, de 20% para 25%, que junto à elevação nos preços da gasolina deve pesar sobre o mercado de açúcar - já que uma maior quantidade de cana deve ser destinada à produção do biocombustível. Mas, dadas as boas perspectivas para a safra do Brasil, Chris Narayanan, analista do banco Société Générale, disse à Dow Jones Newswires não acreditar que as cotações da commodity chegarão a 20 centavos de dólar no curto prazo. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos ficou a R$ 48,15, em alta de 0,29%.
Clima menos seco As perspectivas de melhora no clima seco da Argentina estimularam os investidores do mercado de soja a realizar lucros na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em maio fecharam em queda de 7,75 centavos ontem, a US$ 14,5975 por bushel. "O mercado está tomando fôlego, depois da recente disparada nos preços", afirmou Jason Britt, presidente da corretora Central States Commodities, à Dow Jones Newswires. De acordo com ele, os traders passaram a uma postura de maior cautela, até que se saiba quanto de chuva cairá sobre as regiões produtoras da Argentina. Em Lucas do Rio Verde (MT), a saca de 60 quilos da oleaginosa ficou a R$ 48 para compra e R$ 50 para venda, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Realização de lucros O trigo cedeu nas bolsas americanas em função de uma realização de lucros e de exportações semanais americanas em níveis reduzidos. Em Chicago, os contratos para maio fecharam em queda de 7,75 centavos, a US$ 7,88 por bushel. Em Kansas, onde se negocia a venda do cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento recuaram 3 centavos, a US$ 8,4925 por bushel. Os EUA venderam 387,9 mil toneladas na semana até 24 de janeiro, volume próximo do mínimo esperado por analistas, que aguardavam um intervalo entre 300 mil a 550 mil toneladas. Além disso, há chances de chuvas no cinturão de produção americano, que vem sofrendo com uma seca. No Paraná, a saca de trigo saiu por R$ 40,29, alta de 0,07%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).