Commodities Agrícolas

07/02/2013

 

Commodities Agrícolas
 
 
 
Forte queda A alta do dólar ante uma cesta de moedas pesou sobre as principais commodities agrícolas negociadas ontem na bolsa de Nova York. Foi o caso do açúcar demerara. Os contratos do produto com vencimento em maio fecharam com uma perda de 42 pontos, a 18,22 centavos de dólar por libra-peso. Foi a terceira sessão consecutiva de baixa e a maior queda em um mês. A perspectiva de superávit global exerceu pressão adicional sobre a commodity. Segundo a Bloomberg, o Macquarie Group prevê que a oferta de açúcar deve superar a demanda em 6 milhões de toneladas nos 12 meses que se iniciam em abril - período que corresponde à safra 2013/14 do Brasil. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal caiu 0,21%, para R$ 47,83.
 
Dólar forte As cotações do café arábica voltaram a recuar ontem em Nova York, reflexo do dólar mais forte ante uma cesta de moedas. Os papéis para maio fecharam em baixa de 185 pontos, a US$ 1,4525 por libra-peso - o menor valor em um mês e meio. Na terça-feira, a Organização Internacional do Café (OIC) projetou uma alta de 0,3% na produção do grão em 2012/13, para 144,5 milhões de sacas, o que foi um fator adicional para a queda. Segundo a OIC, há a perspectiva de uma safra recorde em ano de baixa produtividade no ciclo bianual da cultura no Brasil, mas continuam as preocupações com o surto de ferrugem na América Central. No mercado interno, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre R$ 330 e R$ 340, de acordo com o Escritório Carvalhaes, de Santos.
 
Tempo úmido Previsões mais otimistas para o clima na América do Sul fizeram a soja perder força ontem em Chicago. Os contratos para maio encerraram em baixa de 8,50 centavos, a US$ 14,7725 por bushel. Nas últimas semanas, a oleaginosa tem avançado por conta do temor com o tempo seco na Argentina. "As previsões indicam agora mais chuvas nos próximos 8 a 15 dias no país", afirma Daniel D'Ávila, analista da Newedge USA. Já no Brasil, as expectativas de colheita na temporada 2012/13 seguem otimistas. A FCStone elevou ontem em 4% sua projeção para a produção brasileira de soja no atual ciclo, a 83,05 milhões de toneladas. Em Sapezal (MT), a saca de 60 quilos ficou a R$ 47,50 para compra e R$ 50 para venda, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
 
Cobertura de posições O trigo subiu ontem nas bolsas americanas, impulsionado por uma cobertura de posições vendidas e compras de barganha, depois que os preços caíram nas últimas semanas. Em Chicago, os contratos para maio encerraram com um ganho de 5 centavos, a US$ 7,6925 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo subiram 2,25 centavos, a US$ 8,21 por bushel. Contudo, o temor com o clima seco nas Grandes Planícies dos EUA (onde as lavouras de trigo estão em desenvolvimento) tem diminuído, diante da previsão de aumento da umidade, o que pode ajudar a puxar as cotações para baixo. No Paraná, a saca de 60 quilos saiu por R$ 41,47, em alta de 1,12%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).
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