20/02/2013
Commodities Agrícolas
O peso da oferta A elevada oferta de café arábica continua a pesar sobre os preços da commodity na bolsa de Nova York, embora sejam crescentes as preocupações com o surto do fungo roya nas lavouras da América Central. Ontem, os papéis com vencimento em maio encerraram com em queda de 180 pontos, a US$ 1,3840 por libra-peso. Porém, André Santos, trader da Mountain Coffee, afirmou à Dow Jones Newswires que os agricultores brasileiros seguem a reter o produto, à espera de preços melhores. O Brasil é responsável por ofertar cerca de um terço de todo o café consumido no mundo. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre a mínima de R$ 310 e a máxima de R$ 320, de acordo com informações do Escritório Carvalhaes.
Chineses de volta O algodão subiu ontem pela terceira sessão consecutiva na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em maio fecharam com um ganho de 94 pontos, a 84,13 centavos de dólar por libra-peso. Chris Kramedjian, consultor da FCStone, disse à Dow Jones Newswires que a volta dos chineses ao mercado, com o fim do feriado de Ano Novo Lunar no país, contribuiu para que os preços da fibra subissem. A China é o maior consumidor mundial de algodão. Kramedjian acrescentou que o impulso às cotações da commodity veio também de compras técnicas nos contratos de maio, que não apresentam níveis de resistência para novas altas. No oeste da Bahia, a arroba da pluma foi negociada a R$ 58,76, segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
Demanda firme A soja disparou na bolsa de Chicago ontem. Os papéis para maio fecharam em alta de 42,50 centavos, a US$ 14,5725 por bushel. O forte desempenho das exportações americanas (que totalizaram 1,09 milhão de toneladas na semana até 14 de fevereiro) foi um dos fatores que colaboraram para turbinar os preços. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) também reportou ontem a venda de 120 mil toneladas para a China. "Além disso, não choveu o que era esperado na Argentina, por isso a porção sul do país está com problemas, e não há previsões de precipitações para o restante da semana", disse Daniel D'Ávila, analista da Newedge USA. No Paraná, a saca saiu por R$ 55,77, em alta de 0,87%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).
Clima melhora O trigo recuou nas bolsas americanas ontem, em meio às previsões de maior umidade nas Grandes Planícies dos EUA (onde se concentra a produção do cereal no país), após um período de seca. Em Chicago, os papéis para maio fecharam em baixa de 9,75 centavos, a US$ 7,3875 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os contratos de mesmo vencimento caíram 8,75 centavos, a US$ 7,80 por bushel. Mas há quem diga que as recentes quedas foram exageradas. "O mercado está sobre uma pressão tão extrema que ficou sobrevendido, e há ausência de vendedores a esses níveis de preços", disse Dan Manternach, da consultoria Doane Advisory Services, à Dow Jones Newswires. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq ficou a R$ 753,21 por tonelada, queda de 0,27%.