21/02/2013
Commodities Agrícolas
Sem vendedores Depois de quatro pregões seguidos de baixa, o café arábica subiu ontem em Nova York em meio à ausência de vendedores no mercado. Os papéis para maio fecharam em alta de 325 pontos, a US$ 1,4165 por libra-peso. Jack Scoville, do Price Futures Group, disse à Dow Jones Newswires que, como ontem foi o primeiro dia de notificações de entregas físicas do contrato de março, é comum que o volume comercializado caia. Porém, a tensão com o ataque do fungo roya na América Central segue a pairar sobre o mercado. Ontem, a associação que representa os cafeicultores da Guatemala previu uma queda de 15% nos embarques do grão em 2012/13, e de 40% na safra seguinte, em função da doença. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos ficou a R$ 311,78, alta de 0,89%.
Clima seco O suco de laranja recuperou-se ontem na bolsa de Nova York, após despencar quase 4% na sessão anterior. Os papéis para maio encerraram em alta de 155 pontos, a US$ 1,2645 por libra-peso. O recuo de terça-feira havia sido motivado pelas previsões de tempo mais quente e úmido no final de fevereiro para a Flórida (Estado americano que detém o segundo maior pomar de citros do mundo e que sofria com uma estiagem). Porém, análises climáticas de longo prazo apontam a volta do tempo seco à região. "Se a situação não mudar em breve, veremos novos cortes de produção", disse o Citigroup, em relatório reproduzido pela Dow Jones Newswires. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias permaneceu em R$ 6, segundo o Cepea/Esalq.
Demanda segue firme A soja estendeu ontem os ganhos da sessão anterior na bolsa de Chicago, sob o embalo da forte demanda e das preocupações com os estoques cada vez mais enxutos da oleaginosa ao redor do mundo. Os contratos com vencimento em maio fecharam em alta de 11,25 centavos, cotados a US$ 14,6850 por bushel. Samuel Garcia, broker da Hencorp Commcor, lembrou que as tensões com o clima seco na Argentina seguem a atrair a atenção dos agentes, embora acredite que boa parte do problema já tenha sido precificada pelo mercado. "A soja está mesmo é corrigindo a queda da semana passada, que não teve muito motivo", disse. Em Alto Araguaia (MT), a saca foi negociada a cerca de R$ 50, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Banana mais barata O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo calculado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado -, encerrou a segunda quadrissemana de fevereiro com variação negativa de 0,25%. Foi a segunda baixa seguida do indicador, novamente determinada pelo comportamento das cotações no grupo de produtos de origem vegetal. Formado por 14 itens, o grupo registrou retração média de 0,54%, puxada por banana nanica (22,54%), soja (11,25%) e milho (8,24%). No caso da banana, a pressão veio do aumento da oferta, acelerada pelo clima quente e chuvoso, enquanto os grãos sofrem a pressão do avanço da colheita da safra atual. No grupo de seis produtos de origem animal, houve alta média de 0,53%