22/02/2013
Commodities Agrícolas
Lucros no bolso O cacau subiu ontem na bolsa de Nova York, diante da decisão dos investidores de realizar lucros com suas apostas de que os preços iriam cair, depois que a amêndoa testou o nível de suporte técnico e psicológico de US$ 2.100 por tonelada, mas resistiu. Assim, os papéis para maio terminaram em alta de US$ 20, a US$ 2.133 por tonelada. Sterling Smith, do Citigroup, disse à Dow Jones Newswires que empresas comerciais também estão de volta ao mercado, ao mesmo tempo em que o movimento físico de cacau no oeste da África (onde estão os maiores produtores mundiais da commodity) começa a desacelerar, com a colheita da safra principal próxima do fim. Em Ilhéus e Itabuna (BA), o valor médio da arroba ficou a R$ 58, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.
Poucas chuvas Em um pregão de poucos negócios, o suco de laranja registrou ganhos ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em maio fecharam em alta de 245 pontos, a US$ 1,2890 por libra-peso. As tensões com o clima na Flórida (que detém o segundo maior pomar de citros do mundo) seguem a preocupar os agentes. Previsões indicam que o Estado americano terá poucas chuvas nos próximos dez dias, o que renova as preocupações de que o tempo seco poderá reduzir a colheita local de laranja. A estiagem também aumenta a vulnerabilidade das plantas ao greening, doença bacteriana de difícil controle que se espalhou pela Flórida. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias permaneceu a R$ 6, segundo o Cepea/Esalq.
Pressão do dólar O algodão recuou na sessão de ontem em Nova York, pressionado pelo dólar firme ante uma cesta de moedas, o que reduziu o interesse dos compradores estrangeiros pela fibra. Os papéis para maio fecharam em baixa de 123 pontos, a 83,23 centavos de dólar por libra-peso. "Algumas indústrias ainda estão dispostas a pagar esses altos preços pela commodity", afirmou a FCStone, em nota reproduzida pela Dow Jones Newswires. Segundo a consultoria, o apetite das têxteis chinesas continua a impulsionar as vendas dos EUA, o que poderia sugerir que os embarques do país na atual temporada possam ser maiores do que o projetado de início. No oeste da Bahia, a arroba da pluma saiu por R$ 58,76, de acordo com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
Clima mais úmido A melhora do clima nas Grandes Planícies dos Estados Unidos, onde se concentra o plantio de trigo no país, voltou a pressionar as cotações do cereal na bolsa de Chicago ontem. Os contratos para maio encerraram em baixa de 21,25 centavos, a US$ 7,24 por bushel. Segundo a Dow Jones Newswires, uma tempestade de inverno está se movendo sobre os EUA e deve trazer tempo mais úmido ao cinturão de trigo do país, que sofria há semanas com uma estiagem. Além disso, ontem, o governo argentino rebaixou em 10% a previsão para a safra 2012/13 de trigo no país, para 9,4 milhões de toneladas - o valor é também 35% menor que o colhido na temporada anterior. No Paraná, a saca de 60 quilos ficou estável, a R$ 39,93, conforme o Departamento de Economia Rural (Deral).