26/02/2013
Commodities Agrícolas
Oferta ampla O café arábica recuou ontem na bolsa de Nova York, pressionado pela ampla oferta do grão. Os papéis para maio encerraram em baixa de 70 pontos, a US$ 1,4310 por libra-peso. Atualmente, as cotações do arábica estão 30% menores que no mesmo período do ano passado. Os baixos preços motivaram o início de uma greve ontem na Colômbia (maior produtor de arábica "lavado" da América Latina). Os produtores do país reclamam que as atuais cotações são incapazes de cobrir os custos de produção. No entanto, os analistas dizem que o mercado ainda está focado na grande colheita esperada para o Brasil este ano, por isso os preços não se sustentaram. No mercado interno, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre R$ 310 e R$ 320, de acordo com o Escritório Carvalhaes.
Frio na Flórida As previsões que indicam temperaturas mais baixas na Flórida (que detém o segundo maior pomar de citros do mundo) voltaram a impulsionar os preços do suco de laranja ontem em Nova York. Os papéis para maio subiram 50 pontos, a US$ 1,2975 por libra-peso. Previsões da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês), reproduzidas pela Dow Jones Newswires, apontaram que há grandes chances de a Flórida enfrentar temperaturas abaixo da média de 2 a 6 de março. A disseminação do greening, doença bacteriana de difícil controle, é motivo de preocupação adicional no Estado. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias permaneceu a R$ 6, segundo o Cepea/Esalq.
Embarques fracos Chuvas que caíram sobre as regiões produtoras da Argentina no fim de semana após um período seco e o desempenho ruim dos embarques americanos de soja pesaram sobre a commodity ontem em Chicago. Os contratos para maio fecharam em queda de 8,50 centavos, a US$ 14,3525 por bushel. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), na semana até 21 de fevereiro, o país embarcou 742,6 mil toneladas, 33% a menos do que na semana anterior. De acordo com Stefan Tomkiw, do Jefferies Bache, há um receio no mercado de que a demanda já esteja se deslocando para os contratos de longo prazo, reduzindo a pressão de alta sobre os preços no curto prazo. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos ficou a R$ 63, baixa de 2,33%.
Umidade nos EUA Uma forte nevasca que caiu sobre o sul das Grandes Planícies dos EUA (que enfrentavam uma estiagem) e tende a melhorar a umidade do solo aumentou a pressão sobre as cotações do cereal ontem em Chicago. Os contratos para maio encerraram com uma perda de 13,50 centavos, a US$ 7,0525 por bushel. Previsões indicam que há chances de outra tempestade atingir os Estados de Colorado, Kansas e Oklahoma, importantes polos produtores de trigo, em um intervalo de 11 a 15 dias. Louise Gartner, analista da Corretora Spectrum Commodities, disse à Dow Jones Newswires que o momento seria ideal, já que os plantios de inverno saem da dormência em duas semanas. No Paraná, a saca saiu por R$ 39,89, queda de 0,10%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).