03/04/2013
Commodities Agrícolas
Pressão da colheita O açúcar demerara devolveu ontem os ganhos acumulados na sessão anterior na bolsa de Nova York. Os contratos com entrega em julho fecharam em baixa de 6 pontos, a 17,66 centavos de dólar por libra-peso. O início da colheita de cana no Brasil (maior exportador mundial de açúcar) pesou sobre as cotações, que se aproximaram do menor patamar em 32 meses. À Dow Jones Newswires, Frank Jenkins, presidente da corretora Jenkins Sugar Group, afirmou não acreditar que a desvalorização da commodity será muito brusca nesta semana. Ele estimou que os preços continuarão a oscilar nas próximas sessões na faixa entre 17,25 e 17,75 centavos de dólar por libra-peso. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca do açúcar cristal ficou em R$ 42,93, queda de 0,37%.
Cobertura de posições Os preços do suco de laranja congelado e concentrado tiveram forte alta ontem em Nova York, impulsionados por uma cobertura de posições vendidas. Os contratos com vencimento em julho fecharam com ganho de 360 pontos, a US$ 1,3735 por libra-peso. A possibilidade de que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), no relatório que divulgará em 10 de abril, volte a reduzir a perspectiva para a colheita de laranja na safra 2012/13 na Flórida (que detém o segundo maior pomar de citros do mundo), por conta de problemas com doenças e o tempo seco, deu sustentação à commodity. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias seguiu estável, a R$ 6,50, de acordo com levantamento do Cepea/Esalq.
Fundo do poço? Após cair mais de 12,5% em apenas dois dias, o milho fechou a terça-feira praticamente estável na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em julho (a segunda posição de entrega, normalmente a mais negociada) registraram valorização de 0,50 centavo, cotados a US$ 6,2725 por bushel. Durante a sessão, os preços registraram novas mínimas em nove meses, ainda pressionados pela notícia de que os estoques do grão nos Estados Unidos são maiores do que analistas e traders imaginavam. Contudo, as liquidações por parte de fundos especulativos perderam força, e o mercado voltou a encontrar suporte. No cenário doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o preço do milho disponível em Campinas recuou 0,84% ontem, para R$ 28,22 por saca.
Clima seco O preço do trigo avançou nas bolsas americanas ontem, sustentado pela preocupação com as condições das lavouras nas Grandes Planícies dos EUA, região que sofreu com a falta de chuvas. Em Chicago, os contratos para julho encerraram em alta de 8,25 centavos, a US$ 6,7725 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento subiram 7,50 centavos, a US$ 7,2425 por bushel. Na segunda-feira, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) revelou que, por conta da estiagem, apenas 34% das lavouras de trigo do país apresentavam condições boas a excelentes de desenvolvimento, ante 58% no mesmo período de 2012. No Paraná, a saca de trigo ficou estável, a R$ 40,01, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).