05/04/2013
Commodities Agrícolas
Clima impulsiona O suco de laranja subiu ontem em Nova York, em função das tensões com o tempo seco na Flórida, que detém o segundo maior parque citrícola do mundo. Os papéis para julho fecharam em alta de 125 pontos, a US$ 1,3970 por libra-peso. "A falta de umidade na Flórida está se tornando um problema permanente", disse Sterling Smith, do Citigroup, à Dow Jones Newswires. Segundo ele, se a situação não mudar em breve, haverá novos cortes nas estimativas de safra da região. Smith crê que a colheita na Flórida possa cair a 136,5 milhões de caixas (no início do mês, o Departamento de Agricultura dos EUA previu 139 milhões de caixas). No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias ficou ontem em R$ 6,72, alta de 3,38%, segundo o Cepea/Esalq.
Influência externa O algodão registrou perdas ontem na bolsa de Nova York, depois de duas sessões seguidas de ganhos, pressionado por dados ruins sobre o nível de emprego nos Estados Unidos. Os papéis com vencimento em julho fecharam em baixa de 71 pontos, a 89,97 centavos de dólar por libra-peso. O pessimismo na área econômica ofuscou o bom resultado das exportações americanas da fibra. Na semana encerrada em 28 de março, os EUA acertaram a venda de 148,3 mil fardos para entrega na temporada atual, aumento de 4% em relação à semana anterior, segundo divulgou ontem o Departamento de Agricultura do país (USDA). No oeste da Bahia, a arroba da pluma saiu por R$ 67,79, segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
Clima e gripe aviária As cotações da soja recuaram na sessão passada aos menores níveis em 10 meses em Chicago, sob o peso das tensões com o clima nos EUA e a gripe aviária na China. Os contratos para julho encerraram em queda de 6 centavos, a US$ 13,5175 por bushel. O tempo frio e úmido no Meio-Oeste americano causa preocupações quanto ao atraso na semeadura de milho, que pode levar parte dos produtores a desistir do grão para plantar soja. Além disso, o novo surto de gripe aviária na China deve reduzir o consumo de aves e diminuir a produção local, o que levaria a uma menor demanda por ração - caso do farelo de soja. Em Sorriso (MT), a saca tem sido negociada por pouco mais de R$ 41, segundo informações do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Lucros no bolso O trigo foi pressionado ontem nas bolsas americanas por um movimento de realização de lucros, depois dos ganhos do último pregão. Em Chicago, os contratos para julho encerraram em queda de 1,75 centavos, a US$ 6,9950 por libra-peso. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento caíram 13,75 centavos, a R$ 7,2875 por bushel. O resultado decepcionante das exportações americanas, divulgado ontem pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), ajudou a puxar os preços para baixo. Na semana encerrada em 28 de março, o país negociou 316 mil toneladas, quando o esperado era de 400 mil a 700 mil toneladas. No Paraná, a saca ficou em R$ 39,80, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).