Campanha tenta conscientizar produtor contra queimadas
“A queimada é uma ação barata que pode sair cara.” A advertência, em forma de slogan, é mais uma tentativa de se conscientizar os produtores rurais a buscar alternativas para evitar prejuízos materiais e ambientais.
Lançada pela Semar Secretaria Municipal de Agricultura, Recursos Hídricos e Meio Ambiente de Brumado, a 654 km de Salvador, a campanha coincide com o período de preparação para o plantio, quando é de costume atear fogo na vegetação como meio mais rápido e barato para limpar o solo.
Mesmo com a campanha em andamento na região, não é raro encontrar focos de incêndios provocados pelo homem, como o verificado na última terça-feira a poucos metros da zona urbana de Caetité. Mas as queimadas que desertificam o solo na região também são comuns em Guanambi, Malhada e Itapetinga. É considerada uma alternativa mais em conta.
Mas o barato que pode sair caro, lembra a campanha.
Como argumento, a Semar informa que, embora após a primeira queimada, a composição do solo fique enriquecida, boa parte da sua camada orgânica é destruída quando a chuva chega. Os nutrientes são levados pela enxurrada, ocorrendo ressecamento, compactação e erosão do solo.
O recomendável é arar ou gradear a terra sem que seja preciso fazer uma capina da vegetação rasteira, para que haja o enriquecimento da camada orgânica e formar leiras para diminuir a erosão em terrenos inclinados.
Caso a queimada seja necessária, o agricultor deve estar atento ao que determina o Código de Postura (Lei Municipal nº 317 de 13/12/1966), como – por exemplo, preparar aceiros com no mínimo sete metros de largura e avisar aos vizinhos pelo menos 12 horas antes da queimada, marcando dia, hora e local para lançamento do fogo. Um manual distribuído pela secretaria recomenda, ainda, que nesse caso o fogo seja ateado nas últimas horas da tarde, noite ou madrugada e do limite do aceiro para dentro da área a ser queimada.
Isso servirá para diminuir a destruição da camada orgânica do solo e o risco de incêndio.
Caso seja necessário também o desmatamento ou queima da mata nativa, é obrigatório requerer autorização à Superintendência de Biodiversidade, Florestas e Unidades de Conservação. Para mais dúvidas, contatar a Semar pelo (77) 3441-2339.
JUSCELINO SOUZA