08/04/2013
Commodities Agrícolas
De novo, o fungo O café arábica superou as perdas da sessão passada na bolsa de Nova York, novamente impulsionado pelas preocupações com o ataque do fungo roya às lavouras da América Central e do México. Os papéis com entrega em julho encerraram em elevação de 65 pontos, a US$ 1,4260 por libra-peso. Os problemas com o roya devem limitar a queda nos preços da commodity, mas a elevada oferta esperada do Brasil pode compensar essa redução na colheita, disse Sterling Smith, analista do Citigroup, à Dow Jones Newswires. Ele espera que o arábica continue a oscilar entre US$ 1,30 e US$ 1,50 por libra-peso no curto prazo. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre a mínima de R$ 305 e a máxima de R$ 310, de acordo com o Escritório Carvalhaes.
Barreira superada O suco de laranja teve um ganho expressivo na sexta-feira em Nova York. Os contratos para julho fecharam em alta de 670 pontos, a US$ 1,4775 por libra-peso - superando a barreira técnica e psicológica de US$ 1,40 por libra-peso. James Cordier, do Liberty Trading Group, disse à Dow Jones Newswires que o impulso veio da aparente melhora na demanda e das tensões com a produção menor na Flórida (que detém o segundo maior pomar de citros do mundo). O tempo seco na Flórida tem deixado as lavouras mais vulneráveis ao ataque de doenças. "Nós podemos testar US$ 1,45 por libra-peso no curto prazo", disse Cordier. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias ficou em R$ 6,74, alta de 0,30%, segundo o Cepea/Esalq.
Demanda em xeque As preocupações em relação à demanda da China, em meio ao novo surto de gripe aviária no país asiático, continuaram a pesar sobre os preços da soja em Chicago. Os contratos para julho fecharam em queda de 8 centavos, a US$ 13,4375 por bushel na sexta-feira. O avanço da doença na China tende a reduzir o consumo de aves, e há a chance de um sacrifício em massa de animais, o que resultaria em uma menor demanda por ração - caso do farelo de soja. A oleaginosa enfrenta ainda a pressão do clima: o tempo frio e úmido no Meio-Oeste americano ameaça atrasar o plantio de milho, o que pode fazer parte dos produtores optarem por soja. No Paraná, a saca foi cotada a R$ 50,93, baixa de 1,76%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).
Alta no campo em SP O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado, encerrou março com variação positiva de 0,44% e passou a acumular alta de 8,34% nos últimos 12 meses. O resultado do mês foi determinado pelo comportamento das cotações no grupo formado por 14 vegetais - que, em média, subiu 1,08%. No grupo, as maiores valorizações foram a da laranja para mesa (24,51%), cuja oferta de qualidade está prejudicada, a da batata (18,64%), que teve maior demanda na semana santa, e a da banana nanica (17,89%), ainda em recuperação após fortes quedas. No grupo composto por seis produtos de origem animal, houve retração média de preços de 1,23%, segundo o IEA.