Produtores cobram medidas contra a seca

16/04/2013

 

Produtores cobram medidas contra a seca
 
 
Produtores e trabalhadores rurais de Feira de Santana (a 108 km de Salvador) protestam pelas ruas centrais da cidade e em frente ao Banco do Nordeste (BNB), ontem pela manhã, para cobrar das autoridades a efetivação das ações de convivência com a seca.
 
Promovida pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Feira de Santana e pela Federação de Agricultura e Agropecuária da Bahia (Faeb), no município e região a manifestação contou com o apoio de sindicatos de cidades como Amargosa, Serra Preta e Andaraí.
 
“Até agora são só promessas. Anunciaram sacas de milho por exemplo, que até hoje não recebemos. Estamos  enfrentando sérias dificuldades e os governos, nas três esferas, nada fazem de concreto para amenizar o sofrimento dessas famílias”, disse Carlos Henrique Rodrigues, presidente do sindicato de Feira.
 
Em frente ao banco, os manifestantes despejam carcaças de animais mortos, infestando a área com mau cheiro. Eles reclamam que a instituição se nega a negociar as dividas e a conceder novos créditos. ”O banco não nos dá resposta, apenas nega e pronto.Necessitamos do financiamento , e eles não se preocupam com a situação”, afirmou Carlos Henrique.
 
Antes, os manifestantes se reuniam no auditório da Câmara de Dirigentes Logistas (CDL) para discutir ações que possam gerar novos protestos. Participaram da discussão os deputados Carlos Geilson (estadual) e Colbert Martins Filho(federal).
 
Reivindicações
 
De acordo com Carlos Henrique há alguns dias uma pauta de reivindicações foi entregue ao governo do Estado. Entre elas, está a prorrogação do pagamento de dividas, abertura imediata de novos créditos, aumento no número de carros-pipa e construção de poços artesanos.
 
“Não temos água nem comida para os animais, tampouco para as pessoas. Queremos uma solução imediata”, disse.
 
O vice presidente de Desenvolvimento Agrícola da Faeb, Humberto Miranda informou que durante o atual período de estiagem prolongada, o rebanho baiano já sofreu redução de 70 %.
“Existe um êxodo rural grande na região do semiárido. A solução seria investir na infraestrutura hídrica. O semiárido tem viabilidade econômica, basta investir em tecnologia”, destacou
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