22/04/2013
Commodities Agrícolas
Cobertura de posições Os preços do café arábica voltaram a subir na sexta-feira e alcançaram o maior patamar em seis semanas na bolsa de Nova York. Os contratos para entrega em julho fecharam com valorização de 240 pontos, a 143,20 centavos de dólar por libra-peso. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, o mercado foi sustentado por especuladores que liquidaram apostas baixistas e pela valorização do real ante o dólar, que reduz o apetite de venda por parte dos produtores brasileiros. Contudo, a perspectiva de uma colheita de 50 milhões de sacas de café no Brasil continua a limitar o espaço para altas consistentes no preço do café. No Brasil, indicador Cepea/Esalq para o preço do arábica em São Paulo subiu 1,83%, para R$ 308,41 por saca de 60 quilos.
Demanda aquecida Os preços do cacau alcançaram o maior nível em quatro meses em Nova York na sexta-feira, impulsionados por indicadores positivos sobre a demanda nos EUA. Os contratos para entrega em julho (o segundo vencimento, normalmente o mais negociado) fecharam com ganho de 14 centavos, cotados a US$ 2.333 por tonelada. Na quinta-feira, a NCA (entidade que representa as indústrias processadoras nos EUA) informou que o setor moeu 5,8% mais cacau no primeiro trimestre, contrariando as estimativas de mercado, que apontavam para uma queda de 2%. No Brasil, o preço médio do cacau negociado nos mercados de Ilhéus e Itabuna subiu 3,2%, para R$ 65,70 por arroba, segundo levantamento da Central Nacional de Produtores de Cacau.
Plantio atrasado A preocupação com o atraso do plantio do milho nos Estados Unidos puxou os preços da commodity na sexta-feira. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em julho encerraram o dia em alta de 3,25 centavos, cotados a US$ 6,33 por bushel. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, a persistência das chuvas sobre o Meio-Oeste americano pode comprometer o potencial de produtividade das lavouras e abrir caminho para que alguns fazendeiros migrem para a soja, restringindo o tamanho da próxima safra. Em contrapartida, as chuvas são vistas como necessárias para recompor a umidade do solo, castigado pela maior estiagem em 50 anos nos EUA no ano passado. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o milho em Campinas subiu 0,32%, a R$ 25,29 por saca.
Vegetais em alta O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado, encerrou a segunda quadrissemana de abril com alta de 0,14%. A valorização do índice foi determinada pelo grupo composto por 14 vegetais, que subiu 1,48% no período, impulsionado pelas fortes variações de banana-nanica (52%), tomate para mesa (30,2%) e batata (29,6%). De acordo com o IEA, o clima desfavorável nas lavouras reduziu a oferta desses três vegetais. Já os seis produtos de origem animal pesquisados pelo IqPR caíram 3,42%, na segunda quadrissemana de abril, pressionado pelas desvalorizações da carne de frango e suína, que recuaram 13,6% e 8,5%, respectivamente.