23/04/2013
Commodities Agrícolas
Chuvas à vista Os preços internacionais do suco de laranja congelado e concentrado (FCOJ, na sigla inglês) sofreram forte queda ontem. Na bolsa de Nova York, os contratos para entrega em julho (o segundo vencimento, normalmente o mais negociado) fecharam a 143,25 centavos de dólar por libra-peso, com perda de 370 pontos. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, a previsão de alívio na seca que assola os pomares da Flórida até o fim de julho pesou sobre as cotações. Recentemente, a commodity atingiu os preços mais altos em um ano, impulsionada pela preocupação com a produção americana, também castigada pela doença do greening. No Brasil, o preço médio da laranja pêra pago ao produtor de São Paulo caiu 3,15%, para R$ 11,37 por caixa, segundo levantamento do Cepea/Esalq.
Cenário baixista Os preços da soja caíram ontem pelo segundo pregão seguido na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em julho (a segunda posição de entrega, normalmente a mais negociada) recuaram 18,25 centavos e encerraram o dia a US$ 13,6425 por bushel. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, o mercado foi pressionado por vendas de especuladores interessados em embolsar parte dos lucros recentes diante de um cenário crescentemente baixista. A preocupação com o enfraquecimento da demanda chinesa e a perspectiva de uma produção recorde nos Estados Unidos neste ano pesam sobre os preços da commodity, sobretudo nos contratos de longo prazo. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o preço médio da soja no Paraná caiu 1,06%, a R$ 56,24 a saca.
Melhora climática O mercado futuro de milho fechou no vermelho ontem. Em Chicago, os contratos com vencimento em julho caíram 9,50 centavos, para US$ 6,2350 por bushel. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, os preços cederam em meio à expectativa de melhora das condições para o plantio nos Estados Unidos na semana que vem. Por causa das fortes chuvas no Meio-Oeste, os trabalhos estão atrasados - até domingo, apenas 4% da área esperada havia sido cultivada, ante 16% na média dos últimos anos para o período. Por enquanto, a demora é vista como um problema menor, já que as chuvas estão recompondo a umidade do solo em regiões degradadas pela forte seca de 2012. O indicador Cepea/Esalq para o preço do milho em Campinas caiu 0,83%, a R$ 25,08 a saca.
Influência externa As cotações do trigo recuaram ontem nas bolsas dos Estados Unidos. Em Chicago, os contratos para entrega em julho fecharam a US$ 7,0250 por bushel, em baixa de 9 centavos. Em Kansas, onde se negocia o produto de melhor qualidade, o mesmo vencimento caiu 8 centavos, para US$ 7,4250 por bushel. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, o trigo foi influenciado pela queda nos preços da soja e do trigo. Apesar da preocupação com a qualidade das lavouras de inverno nos Estados Unidos, a perspectiva de uma grande colheita em outros países tem limitado o espaço para ganhos nesse mercado. No Brasil, o preço médio do trigo pago aos produtores do Rio Grande do Sul caiu 0,31%, a R$ 583,10 por tonelada, segundo levantamento do Cepea/Esalq.