03/05/2013
Commodities Agrícolas
Teto em 19 semanas
Na contramão das demais "soft-commodities" negociadas na bolsa de Nova York, os contratos futuros do cacau subiram e alcançaram o maior patamar em 19 semanas ontem. Os papéis para entrega em julho encerraram o pregão a US$ 2.415 por tonelada, em alta de US$ 47 em relação à véspera. O preço da amêndoa tem sido sustentado pela expectativa de queda na produção do Oeste da África após o clima seco ter dado o tom em regiões produtoras nos primeiros meses de desenvolvimento dos frutos. Segundo Hector Galvan, corretor senior da R.J. O'Brien Futures, "se o mercado se mantiver acima de US$ 2.400 deverá haver realização de lucros". Em Ilhéus e Itabuna, a arroba da amêndoa saiu, em média, por R$ 66,40, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.
Realização de lucros
Depois de ter registrado forte alta na sessão de segunda-feira, o algodão despencou ontem na bolsa de Nova York. Em consequência de um claro movimento de realização de lucros, os contratos com vencimento em julho encerraram o dia a 83,87 por libra-peso, em queda de 360 pontos em relação à véspera. Traders também destacaram que à realização de lucros se somou o temor com a desaceleração do ritmo de crescimento da economia da China, que lidera as importações globais de algodão. Essa mesma preocupação também colaborado para tirar sustentação dos preços internacionais dos grãos. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq subiu 0,38% na terça-feira, para R$ 2,0208. Foi a quarta alta seguida, mas a queda acumulada em abril chegou a 6,85%.
Pessimismo prevalece
O pessimismo voltou a dominar o mercado de soja ontem na bolsa de Chicago, especialmente no que se refere à economia da China. Dados do setor manufatureiro do país divulgados ontem ficaram abaixo do esperado e reforçaram a preocupação em relação ao futuro da demanda pelo grão, conforme traders consultados pela Dow Jones Newswires. Julho fechou a US$ 13,73 por bushel, queda de 26 centavos. Também pesou sobre as cotações a expectativa de que as chuvas que atrapalham o plantio de milho nos EUA poderão levar parte dos produtores afetados a semear soja, cuja "janela" para isso ficará aberta por mais tempo. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos negociada no interior do Paraná subiu 0,44% na terça-feira, para R$ 56,52.
Dia de perdas
Após dois dias seguidos de valorizações expressivas, motivadas pelas intensas geadas em regiões produtoras das Grandes Planícies americanas, as cotações do trigo recuaram ontem nas bolsas americanas, pressionadas por um movimento de realização de lucros. Em Chicago, os contratos para entrega em julho encerraram o dia a US$ 7,21 por bushel, queda de 10 centavos de dólar em relação à véspera. Na bolsa de Kansas, onde se negocia um trigo de melhor qualidade, o comportamento dos preços foi similar. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos negociada no Rio Grande do Sul caiu 0,06% na terça-feira. No acumulado do mês, houve valorização de 0,15%. Já o indicador Cepea/Esalq para a saca vendida no Paraná fechou abril em queda de 2,46%.