Commodities Agrícolas

06/05/2013

 

Commodities Agrícolas
 
 
Disparada em NY 
 
Apesar de dados negativos envolvendo as economias chinesa e europeia, a sensação de que os bancos centrais continuarão atuando para injetar liquidez nos mercados incitou o apetite dos investidores por ativos de risco. Com isso, as commodities agrícolas negociadas na bolsa de Nova York tiveram forte nesta quinta-feira. No mercado de café, os contratos com vencimento em julho fecharam a 139,45 centavos de dólar por libra-peso, em alta de 475 pontos sobre a véspera. Traders consultados pela agência Dow Jones Newswires realçaram que as previsões de queda nas temperaturas no Brasil também colaborou para a valorização. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade saiu por R$ 305 a R$ 315, segundo o Escritório Carvalhaes.
 
Na onda "altista"
 
O algodão não fugiu à regra e seguiu o movimento de alta que embalou as "soft commodities" ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho subiram 181 pontos, para 85,68 centavos de dólar por libra-peso. Os preços da pluma foram impulsionados pelos dados de exportação divulgados hoje pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). O órgão reportou nesta quinta-feira que as exportações de algodão na semana encerrada em 25 de abril somaram 314 mil fardos, alta de 32% sobre a semana anterior. Nas principais praças de Mato Grosso, a arroba segue negociada entre R$ 61 e R$ 63, conforme informações do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), ligado à federação de agricultura e pecuária do Estado (Famato).
 
Teto em cinco semanas
 
Em mais um pregão de forte alta, os preços do milho atingiram ontem o maior nível em cinco semanas na bolsa de Chicago, impulsionados pelo aperto da oferta no curto prazo e pela preocupação com o atraso no plantio do safra 2013/14 nos EUA. Os contratos para julho fecharam a US$ 6,62 por bushel, alta de 15,25 centavos em relação à véspera. Contratos de curto prazo como julho vem sendo sustentados pelo aumento da demanda nos EUA, sobretudo para a produção de etanol. Já os de longo prazo como dezembro têm encontrado suporte no atraso do plantio no país por causa das chuvas. No Paraná, a saca de 60 quilos saiu, em média, a R$ 19,46, em queda de 1,72%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.
 
Geadas nos EUA 
 
As cotações do trigo registraram valorizações ontem nas bolsas americanas, sustentadas pela alta do milho - ambos "concorrem" em alguns mercados - e, principalmente, pelas perdas nas lavouras de inverno dos Estados Unidos, que enfrentaram sucessivas geadas. Em Chicago, os contratos com vencimento em julho fecharam a US$ 7,2850 por bushel, em alta de 7,50 centavos de dólar em relação à véspera; em Kansas, onde se negociada um trigo de melhor qualidade, o mesmo vencimento encerrou a sessão a US$ 7,9075 por bushel, ganho de 8,50 centavos. No Paraná, a saca de 60 quilos do cereal permaneceu, em média, a R$ 38,94, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.
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