Commodities Agrícolas

07/05/2013

Commodities Agrícolas

 

Realização de lucros

Os preços do suco de laranja congelado e concentrado (FCOJ, na sigla em inglês) devolveram ontem boa parte da alta acumulada na semana passada. Na bolsa de Nova York, os contratos com vencimento em julho (a segunda posição de entrega, normalmente a mais negociada) fecharam em baixa de 330 pontos, cotados a 140,70 centavos de dólar por libra-peso. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, o mercado foi pressionado por realizações de lucro por parte de fundos que haviam apostado na alta da commodity. As liquidações foram acionadas depois que o mercado alcançou o patamar de 145 centavos de dólar, mas não conseguiu se sustentar. No Brasil, o preço médio da laranja pêra ao produtor de São Paulo caiu 1,24%, para R$ 9,59 por caixa, segundo o Cepea/Esalq.

Tempo seco (1)

Os preços internacionais da soja cederam ontem. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em julho (a segunda posição de entrega, normalmente a mais negociada) fecharam em baixa de 28 centavos, cotados a US$ 13,6925 por bushel. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, a queda deveu-se à previsão de condições climáticas mais favoráveis para o plantio da nova safra americana nos próximos dias. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o país cultivou, até o fim de semana, apenas 2% da área a ser ocupada com soja na temporada 2013/14, ante 22% há um ano. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o preço médio da soja entregue no Paraná recuou 0,62%, para R$ 55,88 por saca.

Tempo seco (2)

Os preços do milho desabaram ontem no mercado futuro de Chicago. Os contratos com vencimento em julho fecharam em baixa de 24,75 centavos de dólar, a US$ 6,3650 por bushel. Analistas disseram à Dow Jones Newswires que a commodity foi pressionada pela previsão de clima seco para os Estados Unidos nos próximos dias, o que alimentou a expectativa de aceleração no ritmo de plantio da safra 2013/14. Por causa do predomínio do tempo frio e chuvoso nas últimas semanas, os fazendeiros americanos plantaram apenas 12% da área a ser ocupada com milho até o fim de semana, ante 69% há um ano. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o preço do milho entregue em Campinas recuou 0,16%, para R$ 24,83 por saca.

Sinal de alívio

Os preços do trigo acompanharam a direção dos demais grãos e fecharam em forte queda nas bolsas dos Estados Unidos. Os contratos do cereal com vencimento em julho recuaram 18,25 centavos, para US$ 7,0275 por bushel, em Chicago, e 21,25 centavos, para US$ 7,5675 por bushel, em Kansas. Analistas disseram à Dow Jones Newswires que o mercado refletiu a previsão de chuvas para a parte sul das Grandes Planícies americanas, um eventual alívio para as lavouras de inverno castigadas pela seca e a geada nos últimos dias. De acordo com o Departamento de Agricultura (USDA), apenas 32% das plantações estão em condições boas a excelentes, ante 63% há um ano. No Brasil, o preço médio do trigo pago ao produtor do Rio Grande do Sul recuou 1,6%, para R$ 614,30 por tonelada.

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