08/05/2013
Dois milhões de filhotes são liberados em manguezais de Santo Amaro
Foto: Ascom / Bahia Pesca
A Bahia Pesca, empresa da Secretaria da Agricultura (Seagri), libera hoje, no Porto de Acupe, em Santo Amaro, no Recôncavo baiano, mais dois milhões de filhotes (megalopas) de caranguejo. Este é o terceiro repovoamento, totalizando mais de 3,2 milhões de animais soltos este ano na região, com apoio da comunidade local. A iniciativa faz parte do Programa Integrado de Manejo e Gerenciamento do Caranguejo-Uçá (Puçá).
A Bahia Pesca, empresa da Secretaria da Agricultura (Seagri), libera hoje, no Porto de Acupe, em Santo Amaro, no Recôncavo baiano, mais dois milhões de filhotes (megalopas) de caranguejo. Este é o terceiro repovoamento, totalizando mais de 3,2 milhões de animais soltos este ano na região, com apoio da comunidade local. A iniciativa faz parte do Programa Integrado de Manejo e Gerenciamento do Caranguejo-Uçá (Puçá).O primeiro repovoamento ocorreu no mês de março, com a liberação de 500 mil filhotes. "Desta vez, vamos liberar volume maior de filhotes, aproveitando as condições estruturais do laboratório onde as megalopas foram produzidas e o clima favorável", explica o gerente da Fazenda Oruabo, José Jerônimo Filho.
Sobrevivência – Com isso, segundo ele, a expectativa é ter o mínimo de perda, ampliando a taxa de sobrevivência dos caranguejos liberados. A produção em cativeiro tem início com a captura de fêmeas ovadas da espécie, que são colhidas, preferencialmente, no mesmo habitat onde as megalopas serão distribuídas no futuro.
Os caranguejos são alimentados na Fazenda Oruabo com peixe e camarão, até a eclosão dos ovos. É nesse momento que ‘nasce’, em forma de larva, a iguaria tão apreciada por baianos e turistas. As larvas são colocadas em tanques, com temperatura e salinidade da água monitorada, onde se alimentam de microalgas e microcrustáceos e vão se desenvolvendo, até atingir o estado de megalopas, quando estão prontas para ser colocadas no meio ambiente.
Conscientização – Toda a ação acontece com a participação da comunidade, que também ajuda a liberar os caranguejos na natureza. Em paralelo à atividade, os técnicos da Bahia Pesca realizam trabalhos de conscientização, explicando sobre fases de crescimento dos caranguejos e períodos para captura.
"Oferecer condições para o desenvolvimento de uma atividade como essa requer visão mais abrangente do negócio, já que a sustentabilidade passa pela consciência ambiental", diz o presidente da Bahia Pesca, Cássio Peixoto. "E aí está o sucesso dessa ação – a união entre esforço técnico, vontade política e participação efetiva da população."