08/05/2013
Commodities Agrícolas
Superoferta global
Os preços do açúcar demerara recuaram ontem na bolsa de Nova York. Os contratos para outubro (a segunda posição de entrega, normalmente a mais negociada) fecharam a 18 centavos de dólar por libra-peso, em baixa de 14 pontos. O mercado de açúcar tem refletido a preocupação com os grandes estoques mundiais da commodity. De acordo com a Organização Internacional do Açúcar, a produção global deve superar o consumo em 8,5 milhões de toneladas na temporada que se encerra em setembro. Além disso, o Brasil está apenas começando a colher e processar a safra 2013/14 de cana, o que deve manter o mercado superabastecido nos próximos meses. O indicador Cepea/Esalq para o preço do açúcar cristal nas usinas paulistas caiu 0,18% ontem, para R$ 45,41 por saca.
Preço mínimo
Na contramão das demais commodities "softs", o café encerrou a terça-feira em alta na bolsa de Nova York. Os contratos de arábica com vencimento em julho (a segunda posição de entrega, geralmente a mais negociada) tiveram valorização de 95 pontos, cotados a 142,70 centavos de dólar por libra-peso. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, o mercado tem sido sustentado pela decisão do governo brasileiro de aumentar os preços mínimos do café, embora o novo valor (R$ 307 por saca) tenha ficado aquém do esperado pelos produtores. A queda das temperaturas no Brasil, que alimenta o temor de geadas, também ajudou a puxar os preços nos últimos dias. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o preço do arábica caiu 0,59%, para R$ 303,97 por saca.
Chuvas na Flórida
Os preços do suco de laranja congelado e concentrado (FCOJ, na sigla em inglês) cederam ontem. Os contratos com vencimento em julho fecharam em baixa de 175 pontos, a 138,95 centavos de dólar por libra-peso. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, a commodity perdeu força diante da previsão de chuvas na Flórida, maior produtor de cítricos dos Estados Unidos. A região vinha sendo castigada pela estiagem, que exacerbou os problemas com a doença do greening nos pomares e catapultou as cotações do produto nas últimas semanas. Na sexta-feira, o Departamento de Agricultura (USDA) divulga sua nova estimativa para a produção no Estado. No Brasil, a laranja pêra subiu 0,1%, para R$ 9,60 por caixa de 40 quilos, segundo levantamento do Cepea/Esalq.
Correção técnica
Os preços dos grãos se recuperaram ontem no mercado futuro de Chicago. A soja fechou em alta de 13 centavos, a US$ 13,8225 por bushel nos contratos para julho (a segunda posição de entrega, normalmente a mais negociada). Segundo o analista Newedge USA, Daniel D'Ávila, o mercado corrigiu o movimento do dia anterior, quando os preços cederam diante da melhora do clima para o plantio no Meio-Oeste americano, bastante prejudicado pela chuva das semanas anteriores. A escassez de soja nos EUA, com a consequente alta dos prêmios no mercado físico, continua a dar sustentação às cotações, apesar da expectativa de uma safra recorde no segundo semestre. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o preço da soja em Paranaguá (PR) subiu 1,4%, para R$ 60,57 por saca de 60 quilos.