Commodities Agrícolas

09/05/2013

 

Commodities Agrícolas
 
 
 
Resistência no caminho Os preços do café arábica subiram ontem na bolsa de Nova York, embora a commodity tenha encontrado resistência para superar o nível técnico e psicológico de US$ 1,45 por libra-peso. Assim, os contratos com vencimento em julho fecharam em alta de 145 pontos, cotados a US$ 1,4415 por libra-peso - o maior valor em mais de 2 meses. Jack Scoville, vice-presidente do Price Futures Group, afirmou à agência Dow Jones Newswires que não há nenhuma novidade do lado dos fundamentos, ao menos nesse momento, que possa fazer o mercado ultrapassar o patamar de US$ 1,45 por libra-peso. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do café de boa qualidade oscilou entre a mínima de R$ 305 e a máxima de R$ 315, de acordo com levantamento do Escritório Carvalhaes, de Santos.
 
Atenção à oferta Em um pregão de poucos negócios, o suco de laranja registrou avanço bastante expressivo ontem em Nova York. Os papéis para julho encerraram em alta de 465 pontos, a US$ 1,4360 por libra-peso. O mercado opera em meio à expectativa para os novos números que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciará na sexta-feira. James Cordier, do Liberty Trading Group, disse à Dow Jones Newswires esperar que o USDA indique uma queda de 1,40%, ou 2 milhões de caixas, na produção de laranja na Flórida. No mês passado, o órgão previu que o Estado americano ofertaria 138 milhões de caixas no ciclo 2012/13. No mercado spot de São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias permaneceu estável, a R$ 6,83, segundo o Cepea/Esalq.
 
Preço firme Depois dos ganhos generalizados registrados pelos principais grãos na bolsa de Chicago na terça-feira, ontem apenas a soja seguiu no azul. Os contratos da oleaginosa para julho fecharam em alta de 8,50 centavos, a US$ 13,9075 por bushel. A oferta enxuta de soja no mercado doméstico americano tem colaborado para sustentar os preços. A especulação de que o atraso no plantio de milho nos EUA poderia levar mais agricultores a plantar soja também diminuiu, já que o excesso de chuvas no Meio-Oeste americano (que atrapalhava o avanço da semeadura) deu uma trégua nos últimos dias. No mercado interno, a soja foi negociada ontem a R$ 49 por saca no oeste da Bahia, de acordo com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
 
Chuvas diminuem Os preços do milho em Chicago refletiram ontem uma menor preocupação com o clima nos EUA. Os papéis para julho fecharam em baixa de 7 centavos, a US$ 6,33 por bushel. A projeção de melhora do tempo no Meio-Oeste americano, que tem sofrido com as chuvas, ajuda a atenuar o temor de que a semeadura de milho iria extrapolar a janela ideal. "Mesmo com o atraso indicado pelo USDA [Departamento de Agricultura dos EUA] na segunda-feira, o mercado parece olhar mais para a perspectiva de um clima bom no final dessa semana e a capacidade de os produtores colocarem o plantio em dia", disse Bruno Perottoni, da corretora Terra Investimentos. No Paraná, a saca foi negociada a R$ 19,56, alta de 0,15%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).
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