Commodities Agrícola

11/10/2006

Commodities Agrícola


Tradings compram

Os preços futuros do açúcar fecharam novamente em alta, no mercado internacional, impulsionados por compras de tradings. Em Nova York, os contratos para maio encerraram o dia a 11,76 centavos de dólar por libra-peso, com aumento de 10 pontos sobre o pregão anterior. Na bolsa de Londres, os contratos para março fecharam a US$ 361 a tonelada, com alta de US$ 6,10. As recentes chuvas podem amenizar parte das perdas verificadas na região centro-sul do Brasil. O final da colheita de cana está prevista para a primeira quinzena de novembro. Mas se continuar chovendo, os trabalhos poderão se estender. A colheita no Nordeste continua até o início de 2007. No mercado paulista, a saca de 50 quilos do açúcar fecharam a R$ 37,54, segundo o índice Cepea/Esalq.

 

Seca compromete

 Os preços futuros do trigo fecharam em alta ontem na bolsa de Chicago, ainda como reflexo do impacto da seca sobre as lavouras da Austrália e Argentina. Os contratos para março encerraram o dia a US$ 5,1450 o bushel, com alta de 7 centavos. Em Kansas, os contratos para março foram negociados a US$ 5,20 o bushel, com queda de 24 centavos. O recuo em Kansas, que negocia o trigo americano de melhor qualidade, reflete o movimento de realização de lucro por parte dos fundos. A produção da Austrália poderá recuar e ficar abaixo do recorde de baixa, de 9,6 milhões de toneladas, registrado em 2002, disse AgRisk Management, empresa de prognósticos de Sidney. No mercado paranaense, a cotação média da saca de 60 quilos do trigo fechou a R$ 26,02, alta de 3,75%, segundo o Deral.
 
Preço recorde em SP

A oferta de milho no mercado interno menor que a demanda está elevando os preços do grão no país. Em Campinas, segundo a Agência Rural, a saca saiu a R$ 22 esta semana, a maior cotação dos últimos 18 meses. Segundo Seneri Paludo, da consultoria, a recuperação do mercado de carnes de aves ajuda a sustentar os preços. No mês, a alta chega a 10,94%, segundo o Cepea/Esalq. Na bolsa de Chicago, os preços futuros do milho tiveram forte queda ontem, seguindo o mercado de trigo. Segundo a Reuters, o avanço da colheita nos EUA também influenciou as cotações. O contrato com entrega em março recuou 14,50 centavos de dólar, para US$ 2,88 por bushel. No Paraná, principal produtor de milho, a área de milho na safra de verão cairá 12,7%, para 1,32 milhão de hectares, segundo o Deral.

Correção técnica

Os preços da soja despencaram ontem na bolsa de Chicago, com vendas de especuladores, influenciados pelas notícias de demanda fraca nos EUA e oferta global farta. Segundo a Dow Jones Newswires, tratou-se de uma correção técnica. O clima frio e chuvoso no meio-oeste dos EUA afetará pouco a colheita, segundo analistas. O recuo nos preços do óleo, influenciados pela queda do petróleo, também ajudou a pressionar as cotações. O contrato para janeiro caiu 14 centavos de dólar, para US$ 5,7525 por bushel. No Paraná, o clima é favorável e o Estado espera safra recorde em 2006/07, de 11,84 milhões de toneladas, segundo a Reuters. A falta de grão disponível para indústria está elevando os preços no Brasil, segundo Seneri Paludo, da Agência Rural. A saca no Paraná subiu R$ 1 (3,4%), para R$ 30.