Secretário reitera pedido de zoneamento agrícola para banana, mandioca e sisal na Bahia
Foto: Imprensa SEAGRI
O apoio para o zoneamento agrícola para a cultura da mandioca, do sisal e da banana foi reiterado pelo secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, na manhã de terça-feira (21), durante reunião no gabinete da Secretaria da Agricultura (Seagri), com o secretário executivo do Ministério da Agricultura (Mapa), José Gerardo Fontelles. Também estava presente a assessora Kátia Lima, da coordenação de Política Agrícola da Seagri.
De acordo com Eduardo Salles, a cultura da palma forrageira na Bahia é importante para a sustentabilidade no semiárido baiano, utilizada como fonte de alimento para os rebanhos bovinos, caprinos e ovinos. “Queremos que o zoneamento feito em janeiro deste ano seja revisto, visando incluir 60 municípios localizados no semiárido que não fazem parte da lista de zoneamento do MAPA para a palma”, destacou.
Em ofício entregue a José Gerardo Fontelles, constam a solicitação de inclusão dos municípios de Água Fria, Anguera, Antônio Cardoso, Barra do Choça, Boa Nova, Bom Jesus da Serra, Brejões, Brejolândia, Caatiba, Candido Sales, Carinhanha, Casto Alves, Cocos, Coribe, Cravolândia, Cristópolis, Encruzilhada, Feira da Mata, Feira de Santana, Inhambupe, Ipecaetá, Irajuba, Itambé, Itapetinga, Itaquara, Itarantim, Itatim, Itiruçu, Itororó, Iuiu, Jaguaquara, Jacaraci, Lafayete Coutinho, Lajedo do Tabocal, Lamarão, Macarani, Maiquinique, Malhada de Pedra, Maracas, Milagres, Nova Itarana, Olindina, Paripiranga, Planaltino, Planalto, Poções, Piripá, Ribeirão do Lago, Santa Bárbara, Santa iNês, Santana, Santanópolis, Santo Estevão, Serra do Ramalho, Serra Dourada, Serra Preta, Tabocas do Brejo Velho, Tanquinho, Tremedal e Ubaíra.
Já a banana, importante cultivo para a Bahia e para o Nordeste, que tem papel fundamental na alimentação não só pelo alto valor nutritivo, mas também pelo baixo custo, também precisa ter incluídos alguns municípios em seu zoneamento, a exemplo de Wenceslau Guimarães, município que tem a maior produção de banana do Brasil e que este ano ganha uma fábrica de banana de chip. Constam ainda na solicitação as cidades de Aratuípe, Cairu, Camamu, Gandu, Ibirapitanga, Igrapiúna, Ituberá, Jaguaripe, Nilo Peçanha, Piraí do Norte, Presidente Tancredo Neves, Taperoá, Teolândia, Valença, Almadina, Arataca, Aurelino Leal, Barro Preto, Buerarema, Camacan, Canavieiras, Coaraci, Floresta Azul, Ibicaraí, Ilhéus, Itabuna, Itacaré, Itajuíp, Itapé, Itapitanga, Maraú, Mascote, Pau Brasil, São José da Vitória, Santa Luzia, Ubaitaba, Uma, Uruçuca, Alcobaça, Caravela, Ibirapuã, Itamarajú, Itanhém, Jucuruçú, Mucuri, Nova Viçosa, Prado, Teixeira de Freitas, Vereda, Belmonte, Eunápolis, Guaratinga, Itabela, Itagimirim, Itapebi, Porto Seguro, Aiquara, Apuarema, Barra do Rocha, Dário Meira, Gongogi, Ibirataia, Ipiaú, Itagi, Itagibá, Itamari, Jitaúna, Nova Ibiá e Ubatã.
A revisão do zoneamento agrícola também foi solicitada para a cultura da mandioca, para a inclusão dos municípios de Gavião, Pintadas, Quixabeira, Riachão do Jacuípe, São José do Jacuípe, Sátiro Dias, Brumado, Dom Basílio, Malhada das Pedras, Tanhaçu, Caetanos, Maetinga e Mirante, cidades incluídas na Rede de Multiplicação e Transferência de Materiais Propagativos de Mandioca com Qualidade Genética e Fitossanitária para o Estado da Bahia (Reniva). A solicitação também inclui outros municípios como Remanso, Quijingue, Cansanção, Araci, Monte Santo, Biritinga, Tucano, Conceição do Coité, Santa Brígida e Itiúba, onde a cultura da mandioca é importante para a economia desses locais e cuja área plantada é superior a 600 hectares.
O secretário executivo do Ministério da Agricultura (Mapa), José Gerardo Fontelles recebeu os ofícios e explicou que o zoneamento é fundamental para a redução do risco da atividade agrícola. “Aqui na Bahia não pode deixar a cultura da palma de fora do zoneamento e uma cultura típica da região, como é o caso da mandioca, tem que ser feita uma excepcionalidade”, disse, pontuando que o zoneamento é imprescindível para que os bancos financiem as culturas.
ZONEAMENTO AGRÍCOLA
O zoneamento agrícola de risco climático é um procedimento efetuado pelo Ministério da Agricultura (MAPA), definindo as áreas e as épocas de plantio para as culturas agrícolas, correlacionado ao ciclo das cultivares e ao tipo de solo, conforme sua capacidade de retenção de água, levando-se em consideração séries agroclimáticas históricas de, no mínimo, 15 anos e análises de probabilidade, com objetivo de minimizar as chances de adversidades climáticas coincidirem com a fase mais sensível das culturas.
Se o município não está zoneado para implantar uma cultura não será amparado pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), bem como pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional e pelo Banco Central do Brasil.
Como consequência, a exclusão de municípios nos zoneamentos iniciais ocasiona a imediata suspensão de financiamentos aos agricultores familiares, provocando impactos econômicos e sociais negativos, refletindo nas economias locais e, posteriormente, na estadual.
Fonte:
Imprensa Seagri
Jornalista: Lívia Lemos / DRT 3461
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