10/06/2013
Commodities Agrícolas
Real mais fraco A desvalorização do real em relação ao dólar colaborou na sexta-feira para a queda dos preços do café arábica na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em setembro encerraram em baixa de 230 pontos, a US$ 1,29 por libra-peso. A moeda brasileira mais fraca implica um aumento na oferta de café no exterior, na medida em que estimula os produtores do país (que é o maior fornecedor mundial da commodity) a exportar. Ainda assim, as preocupações com o ataque do fungo roya às lavouras da América Central podem voltar a dar sustentação às cotações do grão. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre a mínima de R$ 290,00 e a máxima de R$ 300,00, de acordo com levantamento do Escritório Carvalhaes.
Emprego nos EUA Os preços da soja negociada na bolsa de Chicago foram favorecidos na sexta-feira pela divulgação de um bom nível de geração de empregos nos EUA em maio. Assim, os contratos com entrega em agosto fecharam em alta de 6,50 centavos, a US$ 14,5625 por bushel. Além disso, mapas indicavam chuvas para o fim de semana em importantes regiões produtoras americanas, o que poderia afetar o avanço do plantio da oleaginosa no país - que está atrasado. "Os traders adicionaram um prêmio aos preços, em meio às incertezas sobre o que pode acontecer com o tempo durante o fim de semana", disse Arlan Suderman, da consultoria Water Street Solutions, à Dow Jones Newswires. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de soja em R$ 67,79, alta de 1,18%.
Influência externa O bom humor no mercado financeiro mundial contagiou os preços do milho na bolsa de Chicago na sexta-feira. Os contratos com vencimento em setembro fecharam com uma valorização de 13,50 centavos, cotados a US$ 5,9150 por bushel. As preocupações com o plantio do grão nos Estados Unidos ainda ajudam a sustentar as cotações. A janela ideal para o cultivo de milho no país já foi encerrada mas, até 2 de junho, os agricultores americanos haviam semeado 91% da área que deve ser destinada à commodity na temporada 2013/14, um pouco abaixo da média de 95% dos últimos anos. No oeste da Bahia, a saca de 60 quilos de milho foi negociada a R$ 24,50 na sexta-feira, de acordo com levantamento da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).
Pressão da oferta A expectativa de que uma oferta elevada de trigo inunde o mercado este ano pesou sobre os preços da commodity nas bolsas americanas na sessão passada. Em Chicago, os contratos para julho fecharam em baixa de 0,75 centavo, a US$ 7,0475 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis de mesmo vencimento recuaram 3,25 centavos, a US$ 7,4275 por bushel. Na sexta-feira, o Sistema de Informações e Mercados Agrícolas do G-20 previu que a produção global de trigo crescerá 6,5%, para um recorde de 702 milhões de toneladas em 2013, devido à recuperação no plantio da Europa e da região do Mar Negro, informou a Dow Jones Newswires. No Paraná, a saca de trigo foi cotada a R$ 39,18, um avanço de 0,20%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).