Commodities Agrícolas (Valor Econômico)

17/10/2006

Commodities Agrícolas


Efeito USDA

Os preços do suco de laranja tiveram forte alta ontem na bolsa de Nova York, com compras de especuladores, ainda influenciados pelas previsões do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) de safra na Flórida para o ciclo 2006/07. O órgão previu para o Estado redução da produção de 148 milhões para 135 milhões de caixas, a menor safra em 18 anos, por conta das perdas nos pomares com furacões, pragas e menor produtividade devido ao frio neste ano. O contrato para novembro subiu 360 pontos, para US$ 1,9545 por libra-peso. Janeiro subiu 425 pontos, para US$ 1,9440. Analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires disseram que há suporte para novas altas nos próximos dias. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos vendida às indústrias foi cotada a R$ 11,23, segundo o Cepea/Esalq.

Clima derruba

Os contratos futuros do café arábica negociados na bolsa de Nova York fecharam o pregão de ontem com fortes perdas. Segundo a agência de notícias Reuters, uma confluência de fatores, como o clima úmido no Brasil e o vencimento de opções, derrubou os preços em mais de 2,5%, para uma mínima de dois meses e meio, segundo operadores. Os contratos para dezembro perderam 215 pontos, fechando em US$ 1,0190 por libra peso. Os contratos de março caíram 210 pontos, para fechar a US$ 1,0590 por libra peso. "Acho que foi uma combinação de coisas. Os fundos estão comprando e os torrefadores ficaram bastante cheios aqui", disse um operador. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos fechou a R$ 228,88 segundo o indicador do Cepea/Esalq.

Alta especulativa

Os preços futuros do trigo subiram novamente ontem na bolsa de Chicago, com fortes compras por fundos e outros especuladores. Analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires disseram que a preocupação com a oferta global, especialmente a australiana, provocou uma corrida pelo produto. O Rabobank estima que a produção naquele país não passará de 10 milhões de toneladas, volume 60% inferior ao da safra 2005/06. O contrato para março subiu 12,50 centavos de dólar, para US$ 5,4450 por bushel. Na bolsa de Kansas, os preços seguiram a alta de Chicago. A valorização, no entanto, foi limitada pelas notícias de melhora do clima no Meio-Oeste dos EUA e realização de ganhos por especuladores. O contrato para março subiu 75 centavos, para US$ 5,55.

Tradings compram

Um forte movimento de compras por tradings e especuladores fez os preços do açúcar subirem ontem na bolsa de Nova York, segundo a Reuters. A alta no índice CRB também deu sustentação, conforme a Dow Jones Newswires. O contrato para março subiu 58 pontos, para 11,71 centavos de dólar por libra-peso. Em Londres, os preços subiram com compras de tradings, seguindo a alta de Nova York. O papel para março subiu US$ 12,30, fechando a US$ 367,30 por tonelada. A trading Czarnikow Sugar, de Londres, estima que o Brasil elevará a produção de álcool em detrimento do açúcar, se os preços do combustível continuarem favoráveis. A previsão é que o país exporte 3 bilhões de litros, ante 2,4 bilhões em 2005. No Brasil, a saca de 50 quilos subiu 0,16%, para R$ 37,27, segundo o Cepea/Esalq.