Abelhas mais sensíveis a cheiro
Abelhas vivem num mundo rico em aromas, mas relativamente pobre de sabores: elas têm muito mais genes ligados ao olfato em comparação com moscas ou mosquitos, e muito menos genes relacionados ao paladar, de acordo com o seqüenciamento do genoma o mapa genético do inseto, que está sendo divulgado nesta semana.
Com o olfato, as abelhas são capazes de captar feromônios, reconhecer parentes e estabelecer a comunicação, por meio de sinais químicos, com o restante da colmeia.
A sensibilidade ao cheiro permite ainda que a abelha encontre comida e informe a localização do alimento às demais. Quatro importantes importantes revistas científicas Science, Nature, Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) e Genome Research dedicam espaço, nesta semana, ao genoma da abelha comum, a Apis mellifera, e a estudos realizados a partir do mapeamento genético. A Genome Research dedica toda a edição do mês ao assunto, com artigos que tratam de temas que vão desde a evolução da espécie aos hábitos sexuais do inseto, passando pela composição da geléia real que alimenta a abelha-rainha.
Tanto interesse se justifica: as abelhas não só estão entre os principais polinizadores com um grande papel na manutenção do equilíbrio ecológico e na sobrevivência de espécies vegetais essenciais para a alimentação humana como a apicultura.
CARLOS ORSI