Melhoram resultados da Bunge no 3º trimestre (Valor Econômico)

27/10/2006

Melhoram resultados da Bunge no 3º trimestre


 

Impulsionada por melhores performances no Brasil e na Argentina, a Bunge Limited, sediada em Nova York, obteve entre julho e setembro seus resultados trimestrais globais mais animadores de 2006.

Segundo balanço divulgado ontem (dia 26), as vendas líquidas do grupo alcançaram US$ 6,965 bilhões, 11,5% mais que em igual intervalo de 2005. Na mesma comparação, o lucro operacional cresceu 18,5%, para US$ 179 milhões, e o lucro líquido, de US$ 169 milhões, manteve-se praticamente estável.

Para o brasileiro Alberto Weisser, chairman e principal executivo da multinacional, foram sinais promissores não só para o que resta do ano mas também para 2007, sobretudo após os números decepcionantes do primeiro semestre.

Foi um período de vacas magras para a empresa, que nem o melhor desempenho no terceiro trimestre conseguiu anular. Tanto que, nos nove primeiros meses deste ano, a Bunge ainda amargou quedas de 46% no lucro operacional e de 33% no resultado líquido. Mas, se entre janeiro e julho a preocupação da companhia estava na América do Sul, foi também da região que veio o fôlego do terceiro trimestre.

Conforme informou Weisser, na Argentina as margens de processamento de soja melhoraram com a redução geral do esmagamento; e no Brasil, onde o grupo fechou cinco fábricas processadoras do grão como reflexo da crise de renda e liquidez no segmento, o uso da capacidade instalada tornou-se mais racional e os resultados positivos também apareceram. Até na área de adubos, onde a retração de demanda ainda pressiona, a expectativa no Brasil foi superada.

Entre os investimentos em cursos, o executivo destacou a criação de oito joint ventures focadas em biodiesel e etanol nos Estados Unidos e na Europa e a segunda fábrica processadora de soja na China.

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