O bode virou nobre (Correio da Bahia)

06/11/2006

O bode virou nobre
 

 Consumo de carnes de cabritos e cordeiros cresce graças a vantagens nutricionais e favorece cadeia produtiva
  

O consumo de carnes de cabritos e cordeiros está em alta, graças, principalmente, às campanhas que destacam os valores nutricionais dos produtos. No rastro da mudança de comportamento dos consumidores, o aumento da procura vem favorecendo toda a cadeia produtiva, dos criadores aos frigoríficos da Bahia, estado que detém o maior rebanho de caprinos (45%) e o segundo maior de ovinos (20%) do país.


O maior frigorífico especializado do estado, por exemplo, elevou o abate de cinco toneladas mensais, em 1999, para 30 toneladas, atualmente. O produto ganhou espaço não apenas nas prateleiras dos grandes supermercados, mas também em refinados restaurantes em vários estados do país.


Mesmo com o crescimento do consumo, este ainda é considerado baixo no Brasil. Estima-se que a média no país é de 700 gramas consumidos por habitante no ano, enquanto o consumo bovino ultrapassa de 38 kg. O diretor-presidente do frigorífico Baby Bode, João Torres Dantas, disse que o consumo tem crescido “vertiginosamente”. Segundo ele, isso está sendo possível graças ao trabalho de divulgação desenvolvido, nos últimos anos, quanto ao sabor e aos nutrientes. Uma das metas é eliminar o preconceito, gerado pelo mito da qualidade da carne, que seria fornecida por frigoríficos clandestinos e sem possuir inspeção sanitária.

  Pedro Carvalho