Feira incentiva pólo de fruticultura do oeste
A 5ª edição da Feira de Fruticultura e Agronegócios de Bom Jesus da Lapa (Frulapa), município localizado a 840 km de Salvador, começa hoje no Estádio Municipal Benjamin Farah com uma programação voltada para a agricultura familiar e para a expressão da arte popular de artistas da terra.
A região de Bom Jesus da Lapa, através do projeto de irrigação Formoso, é a maior produtora de banana do Nordeste e a segunda do Brasil, perdendo apenas para o Vale do Parnaíba, em São Paulo. Além de banana da prata e nanica, a região produz manga, pinha e coco dentre outras variedades em menor escala.
De acordo com o chefe da assessoria regional de comunicação e Marketing da Codevasf, Demétrios Rocha, a feira está avançando não só no contexto da agricultura familiar, mas no desenvolvimento de tecnologia para convivência com o semiaacute;rido. “Isto significa que estamos crescendo, além do ramo da fruticultura”, disse.
Durante a programação do evento, que termina no domingo, acontece uma série de palestras e encontros entre produtores e técnicos para discutir assuntos como o biodiesel, mandioca, apicultura e as cadeias produtivas da manga e banana. Serão realizados ainda encontros com gerentes e diretores dos perímetros irrigados.
FIM DA GREVE – Dois dias de negociação foi o tempo que levou para que os 773 trabalhadores rurais da Fazenda Nova Fronteira, localizada no distrito de Itamotinga, na região de Juazeiro, voltassem ao trabalho. Em busca de melhorias e cumprimento dos acordos firmados na convenção coletiva do trabalho nas áreas de transporte, saúde e segurança, os trabalhadores não foram trabalhar em sinal de protesto.
Os contatos foram feitos através de intermediação da Delegacia Regional do Trabalho, em Juazeiro, que realizou uma reunião com a empresa e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais. “As decisões que saíram depois da reunião foram satisfatórias para os trabalhadores que concordaram com as propostas e resolveram voltar ao trabalho por sentir firmeza nas palavras do diretor da Nova Fronteira”, afirmou o presidente do sindicato Agnaldo Meira.
Os trabalhadores reclamavam da situação dos transportes e um das situações expostas quanto à falta de segurança dos barcos foi resolvida imediatamente com a aquisição de coletes salva-vidas para quem precisa fazer a travessia do rio para chegar até a empresa.
Segundo a diretoria da empresa, o número de ônibus será mantido de acordo com a necessidade do trabalhador “evitando superlotação” e garantindo seguro de vida de R$ 20 mil em caso de acidentes de trabalho ou no transporte ao trabalho.
A Nova Fronteira firmou o compromisso de efetuar a compra de equipamentos de proteção individual (EPI) ainda essa semana, substituindo botas e comprando oque falta. Quanto ao atraso no pagamento dos salários, o diretor Nelson Costa Filho, afirmou que o Banco do Brasil fará o atendimento na empresa, com uma periodicidade a ser definida para resolver os problemas bancários dos trabalhadores.
Foi elaborada uma agenda de pagamento dos salários que começou no dia 1 deste mês e segue nos dias 1/12, 5/1/2007 e 2/02/2007.
“Os trabalhadores também vão receber garrafas térmicas fornecidas gratuitamente pela empresa para garantia de água fresca e limpa para o consumo durante o trabalho no campo, sendo que cada um se compromete em devolver à empresa em bom estado de conservação”, completa Agnaldo Meira.
Para Meira, um dos principais pontos onde mostra o interesse da empresa em atender os trabalhadores está no fato de que “eles não terão nenhum prejuízo ou registro de ocorrência em sua folha de freqüência pelos dias que ficaram parados e que serão repostos nos dias 11 e 25 de novembro”.
O atual sistema de incentivo será mantido através do fornecimento de cestas básicas para os trabalhadores que não tenham falta e alcancem as metas de produção do mês que serão estabelecidas pela direção da empresa. (Colaboro u Cristina Laura, da Sucursal Ju azeiro)
MIRIAM HERMES