Bahia ganha usina de biodiesel
A Petrobras assinou ontem contrato com a empresa de engenharia Intecnial para construção da sua primeira unidade de biodiesel, em Candeias, na Bahia. A usina custará cerca de R$ 78 milhões e vai produzir 57 milhões de litros por ano.
“O município de Candeias foi escolhido pela Petrobras por diversos fatores, sendo os de maior destaque: a proximidade com as bases das distribuidoras de combustível e mercado consumidor e a localização privilegiada em relação aos meios de transporte rodoviário, ferroviário e marítimo”, informou a empresa em nota.
Os principais insumos para produção de biodiesel da usina serão óleos vegetais, como dendê, algodão, mamona e soja. Outras oleaginosas, como girassol, amendoim e gergelim, estão sendo estudadas, assim como a gordura animal e álcool.
“A produção de oleaginosas será desenvolvida no entorno da planta industrial e poderá gerar emprego e renda para cerca de 25 mil famílias de agricultores da região”, informou.
A estatal disse ainda que mais dois contratos serão assinados.
Um para construção de uma usina em Montes Claros, Minas Gerais, e outro em Quixadá, Ceará.
A Petrobras informou que está analisando mais 15 projetos de construção de usinas para alcançar a meta estratégica de produzir 855 milhões de litros de biodiesel por ano, em 2011.
As futuras usinas seriam em várias regiões do País em parceria com diferentes investidores, desde grandes grupos econômicos até cooperativas de trabalhadores rurais, explicou a estatal.
NA BOLÍVIA – O ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, Carlos Villegas, disse ontem que o país receberá investimentos no setor de 3,4 bilhões de dólares no período 2007 a 2010, em função dos novos contratos assinados com as companhias estrangeiras.
Desse total, 834 milhões de dólares já estariam garantidos pela Petrobras. Um dia após a assinatura do contrato, o ministro havia informado que a estatal brasileira iria investir 1,5 bilhão de dólares na Bolívia.
“Os investimentos mais importantes acertados com empresas estrangeiras são os (campos de gás) de San Alberto, que é praticamente a continuação da produção, com 339 milhões de dólares; e o de San Antonio, com 495 milhões de dólares (ambos da Petrobras); Itaú, de 592 milhões de dólares; Incahuasi, de 1,029 bilhão de dólares e Margarita, de 905 milhões de dólares”, informou Villegas, citado no site da Agência Boliviana de Informações (ABI). As declarações foram dadas à Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados, que avalia os contratos assinados com empresas estrangeiras.
VANESSA STELZER E DENISE LUNA