Plantações na Bahia não têm casos registrados da doença (A Tarde)

20/11/2006

Plantações na Bahia não têm casos registrados da doença

 

Raul Magno, coordenador de projetos especiais de citros da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), afirma que a Bahia, segundo maior produtor de cítricos no Brasil, embora não tenha casos registrados, está lutando contra a aparição da praga de greening.

Palestras, dias de campo e contato direto com produtores são os meios de difusão de informação.

Periodicamente, acrescenta Raul Magno, equipes da Adab vão inspecionar as plantações do litoral norte e região oeste do Estado para verificar os sintomas das pragas.

O principal mal que afeta as plantações baianas de cítricos é a leprose, mais restrita ao litoral norte – no oeste do Estado, em menor medida. "A Adab está combatendo por meio do levantamento da população do ácaro e o controle do vetor", detalha o coordenador.

Causada por um vírus, a leprose provoca danos às folhas (pontuações escuras), feridas nos galhos e danos nos frutos, gerando, também, pontuações escuras na superficície externa. Tal qual a praga de greening, a leprose não modifica o sabor das frutas nem impede o consumo humano.

Pesquisadores brasileiros e franceses detectaram que a praga de greening, no Brasil, é causada de uma forma peculiar pela bactéria Candidatus liberibacter, batizada com o sufixo americanus, transmitida pelo inseto vetor Diaphorina citri.* Os sintomas da praga se manifestam nos ramos e galhos, que ficam amarelados, e nas folhas, que ganham manchas amareladas. O fruto fica deformado, em menor tamanho, as sementes são abortadas e a parte branca da casca ganha maior espessura.

No interior da fruta, pode surgir diferença de maturação. Ocorre, ainda, a queda de folhas e frutos.

De acordo com a assessoria de comunicação da Fundecitros, é comum a ocorrência de sintomas semelhantes à deficiência de zinco, cálcio e nitrogênio nas folhas dos ramos afetados. Em alguns casos observa-se o engrossamento e clareamento das nervuras da folha, que ficam com aspecto corticoso.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, o Brasil é o maior produtor e exportador de suco de laranja. Detém 50% da produção mundial, dos quais apenas 3% ficam no mercado interno. Os principais importadores são Comunidade Européia (62%), Estados Unidos (20,5%) e Japão (9,2%).