Alta do produto pesou no bolso do consumidor baiano (A Tarde)

20/11/2006

Alta do produto pesou no bolso do consumidor baiano

 

O desempenho agrícola dos produtores de Irecê se refletiu no bolso do consumidor baiano entre janeiro e outubro deste ano. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócios Econômicos (Dieese), o produto fechou o período acumulado com alta de 1,69%.

O último boletim do órgão, divulgado em outubro, dá conta de que o quilo do feijão custa em média R$ 1,74 em Salvador. Em abril, quando a pressão sobre a cotação do produto foi maior, o quilo do feijão chegou a ser majorado em 60,13%, em relação a dezembro, e custou R$ 2,74 no vare jo.

A economista do Dieese em Salvador, Lavínia Moura, observa que, nos primeiros quatro meses do ano, o feijão foi um dos propulsores da inflação na capital baiana.

“Decorrido este período, detectamos uma regulação do mercado, com a volta dos preços a seus patamares iniciais”, avalia. Na análise da economista, o comércio local passou a adquirir o produto em outros Estados, o que deteve o viés de alta na cotação do grão.

A avaliação da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), órgão da Secretaria do Planejamento, também assevera a alta no preço do feijão no primeiro semestre, quando foi detectada uma majoração de cerca de 21%, apenas entre fevereiro e março.

Os valores apurados pela SEI compõem o Índice de Preços ao Consumidor (IPC).

A variação nos preços do feijão não escapou à percepção dos consumidores. O desempenho foi acompanhado de perto pelo Movimento das Donas de Casa e Consumidores da Bahia (MCDC). De acordo com a presidente da ONG, Selma Magnavita, foi um alívio quando os preços do feijão voltaram aos níveis habituais.

Ainda entre janeiro e outubro, o IBGE detectou retração no desempenho produtivo de outros produtos agrícolas no Estado. Dentre os quais café (38,27%), mandioca (-3,25%) e soja (17,09%). Uma das maiores quedas foi na produção de arroz (78,83%).

Apesar do índice, o impacto ao consumidor foi pífio, pois o agronegócio baiano planta pouco arroz.

# 1,69.% é o percentual acumulado do preço do feijão entre janeiro
e outubro deste ano, uma elevação que provocou impacto no bolso do consumidor.

Fonte: Dieese