Intenção é também preservar

24/11/2006

Intenção é também preservar

Produtores orgânicos da região primam pela conservação ambiental

 

É para atender à demanda dos japoneses por café orgânico, dispostos a comprar qualquer quantidade produzida, que o sitiante Goshiyama procura parceiros. A proposta é interessante: além do suporte técnico, Goshiyama está disposto a pagar o dobro do preço pago no mercado pela saca de café orgânico - cerca de US$ 700 -, ou seis vezes a mais que o preço do café convencional. “Mas a produção tem que ser dentro dos nossos padrões”, exige.

No sítio de Goshiyama, além do café, toda a produção é certificada pela AAOCert, a certificadora da Associação de Agricultura Orgânica, e constitui um mix variado de frutas, hortaliças e verduras, que somam mais de 20 itens, com produção anual de 15 toneladas de frutas, 50 de legumes e 30 mil maços de verdura.

LEITE ORGÂNICO

Em Lorena, o Instituto Óikos, sediado na antiga Fazenda da Conceição, produz 450 litros de leite orgânico por dia, embora ainda tenha que vendê-los como leite convencional para a cooperativa local. “Estamos finalizando nosso laticínio, que, além de processar nosso leite, estará aberto para os produtores vizinhos”, afirma o superintendente da ONG, João Marcelino.

Os procedimentos adotados da fazenda, que, além do leite, também produz verduras e hortaliças, são rígidos. De acordo com Marcelino, o Óikos tem entre suas finalidades a difusão do conceito da agroecologia e, por essa razão, a proposta é tentar transformar a bacia do Ribeirão dos Macacos, onde está a fazenda, numa área dedicada à produção e à preservação ambiental.

“Além de ser uma atividade propícia para a agricultura familiar, a produção de leite orgânico é uma forma de tornar o produtor mais independente, pois ele vai encontrando soluções dentro da propriedade sem ficar preso aos laboratórios e fabricantes de insumos”, explica Marcelino.