Búfalos com pequeno número e suínos com inscrição zero
O aumento do gado bubalino na Fenagro 2006, em relação à última edição, foi de apenas seis animais.
Enquanto na feira de janeiro foram 29, na atual, são 35 cabeças, todas criadores baianos. O número é inexpressivo diante de um rebanho 17 mil cabeças, que inclui as raças Murrah, Jafarabadi e Mediterrâneo.
“São poucos os criadores que fazem o registro genealógico, que fazem seleção de animais para esse fim”, explica o professor Edgar Faria, Escola de Medicina Veterinária da Universidade Federal da Bahia. Diz ele que a maioria cria para corte ou para a produção de leite. Em termos sanidade do rebanho, acrescenta, não há dificuldades, pois a exigência a mesma dos bovinos.
A quantidade de búfalos inscritos Fenagro reflete a situação do animal entre os demais no ranking nacional. São mais de 204 milhões de cabeças de bovinos, 33 milhões de suínos, 15 milhões de ovinos e 10 milhões de caprinos.
Se os búfalos são apenas algumas dezenas na Fenagro, a participação suínos é “zero”, segundo os organizadores. A falta de porcos nas feiras agropecuárias baianas, diz João Américo Oliveira, presidente da Associação Baiana de Criadores de Cavalos, e coordenador da Exporural, outra grande feira baiana, deve-se ao que ele considera “falta de organização do setor”. O fato é reforçado pela participação de baianos no 7º Seminário Internacional de Suinocultura, no final de agosto, em Costa do Sauípe: cinco para 600 de outros Estados.
Apesar da inexistência de um órgão que represente os criadores de porcos da Bahia, outro fator pesa bastante na ausência de suínos da Fenagro. Para um suíno participar de feiras agropecuárias, é preciso obedecer à Instrução Normativa nº 19, expedida pelo Ministério da Agricultura em 2002. O documento oficial impõe alta exigência sanitária, determinando que os animais devem ser originários de uma granja de reprodutores suídeos (que inclui javalis) certificada. “No País, são 254 granjas certificadas. Na Bahia, não existe nenhuma”, informa Abel Guareschi Neto, responsável técnico do Programa Nacional de Sanidade Suídea, do Ministério da Agricultura.