Commodities Agrícolas
Oferta global revisada
O Conselho Internacional de Grãos elevou sua projeção para a safra mundial de trigo pela primeira vez em cinco meses devido à produtividade superior sobre a registrada em países como a Rússia. A produção global está estimada em 587 milhões de toneladas para 2006/07, encerrada em junho de 2007, com alta de 0,3% sobre os 585 milhões de toneladas projetados no mês passado. A produção atual será 5% menor que em 2005/06. A previsão da demanda foi elevada em 0,2%, reflexo do aumento da utilização do grão em rações na Rússia, e na Austrália, que registra a menor safra dos últimos 12 anos por causa da seca. Em Kansas, os contratos para março fecharam sexta-feira a US$ 5,3775 o bushel, alta de 9,25 centavos. No Paraná, a saca de 60 quilos fechou a R$ 27,98, segundo Deral.
Compras especulativas
Os preços futuros da soja encerraram o pregão em alta na Bolsa de Chicago, sexta-feira, impulsionados por compras especulativas. Os contratos para janeiro subiram 10,25 centavos de dólar, para US$ 6,84; já os de março aumentaram 10 centavos de dólar, para US$ 6,96. O farelo de soja para janeiro subiu US$ 2,70, para US$ 196,60 a tonelada, enquanto que os preços do óleo de soja para janeiro terminaram com alta de 2 pontos percentuais, para 29,30 centavos por libra-peso. Movimentos sazonais, informações positivas sobre exportações e a ausência de pressão para vendas ajudaram a tendência altista, segundo analistas. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos de soja fechou a R$ 33,92, com variação de 0,27% em relação a quinta-feira, segundo indicador do Cepea/Esalq.
Reajuste no varejo
Os preços futuros do café robusta, negociados na bolsa de Londres, fecharam em alta sexta-feira, após a forte queda verificada no dia anterior. Os contratos para janeiro fecharam a US$ 1.431 a tonelada, aumento de US$ 18. Analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires informaram que as cotações reagiram após notícias de que os estoques globais estão apertados, mesmo com a maior oferta do grão robusta do Vietnã. No mercado interno, a saca do café de boa qualidade está cotado entre R$ 265 a R$ 275, segundo o Escritório Carvalhaes. As torrefadoras brasileiras estão discutindo reajuste de preços do café no varejo por conta do aumento dos preços da matéria-prima. Os preços do arábica subiram 20% em dois meses, segundo a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic).
Dólar fraco impulsiona
Os preços futuros do milho fecharam em alta no pregão de sexta-feira, depois que o dólar caiu para o menor patamar em 19 meses frente ao euro, o que tornou o grão americano mais barato para os importadores. Na bolsa de Chicago, os papéis para março subiram 7,75 centavos de dólar, para US$ 3,86 por bushel, o maior preço desde julho de 1996. Foi a quinta alta consecutiva do milho, que fechou a semana com variação de 4,2%. "Quando se tem um enfraquecimento do dólar em relação a outras moedas, é possível comprar mais com o mesmo dinheiro", diz Jason Britt, analista da Central States Commodities, em Kansas, Missouri. No Paraná, o principal produtor de milho do país, a saca de 60 quilos fechou a R$ 16,73, com variação de 0,36%, segundo a Secretaria de Agricultura do Estado.