Com planos ambiciosos, o GV Agro sai do papel

29/11/2006

Com planos ambiciosos, o GV Agro sai do papel

 

 

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) apresentou oficialmente ontem, em São Paulo, o GV Agro. Em gestação desde o começo do ano a partir da iniciativa de Yoshiaki Nakano, diretor da Escola de Economia de São Paulo (FGV-EESP), e da participação dos professores Alexandre Mendonça de Barros e Paulo Furquim, o novo centro de excelência voltado ao desenvolvimento do agronegócio brasileiro tem o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues como coordenador e a agroenergia como um dos focos. 


Mas não o único. A idéia é aproveitar a estrutura da FGV para criar um ambiente capaz de produzir propostas capazes de transformar políticas públicas e privadas nas diferentes cadeias produtivas, além de fazer do centro um formador de recursos humanos voltados às necessidades produtivas. "O centro está sendo constituído sobre pilares sólidos, para atender a um setor [agronegócios] que já representa pouco menos de um terço do PIB nacional, mais de um terço dos empregos e 82% do saldo da balança comercial e que tem um fantástico potencial de crescimento", afirmou Rodrigues. 


Segundo ele, o GV Agro participará da formulação de políticas públicas para o setor, das negociações internacional envolvendo produtos agropecuários brasileiros e procurará colaborar para uma compreensão adequada das cadeias produtivas. Para cumprir esses papéis, o centro será dividido em quatro áreas de atuação: pesquisa, comunicação, projetos de consultoria e cursos e seminários. 


Presente à posse de Rodrigues, o atual ministro da Agricultura, Luís Carlos Guedes Pinto louvou a iniciativa e demonstrou otimismo. "O Brasil tem condições de até triplicar sua produção sem derrubar uma árvore sequer. Temos recursos naturais e humanos e tecnologia para isso". 

Fernando Lopes