Incentivo à cafeicultura leva a Bahia a vencer concurso (Diário Oficial da Bahia)

06/12/2006

Incentivo à cafeicultura leva a Bahia a vencer concurso

 

Produção fortalecida e uso de novas tecnologias ajudaram na conquista

 

A adoção de novas tecnologias e o fortalecimento da produção através de associações e cooperativas foram fatores importantes na conquista da primeira colocação da Bahia no 3o Concurso Nacional de Qualidade do Café – categoria Melhor Café de Qualidade –, promovido pela Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic).

O café premiado é produzido por Nelson Xavier Jones e Michael Freitas Alcântara, na Fazenda Divino Espírito Santo – município de Piatã, na Chapada Diamantina.

O Programa Café, desenvolvido pela Secretaria da Agricultura (Seagri), via Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), vem incentivando os produtores do estado e em particular os pequenos produtores familiares da Chapada para adotar novas tecnologias e alcançar a competitividade necessária e mercados mais promissores.

"A liderança e a sensibilidade na assimilação e repasse das técnicas adotadas fazem o diferencial desses produtores, principalmente junto aos agricultores familiares da região", disse o presidente da EBDA, Joaquim Santana.

O modelo adotado na Fazenda Espírito Santo, de assimilação e incorporação de novas práticas e/ou tecnologias, vem sendo seguido pelos pequenos produtores da região da Chapada Diamantina.

De acordo com o pesquisador e coordenador do Programa Café, Ramiro Amaral, cujos trabalhos têm o apoio da Embrapa Café, todo o processamento da safra é direcionado para o tipo ‘cereja descascado’, que origina os cafés finos.

"Esse tipo de café vem se destacando nos últimos anos pela alta produtividade, garantindo sua presença em finais de todos os eventos onde a tônica seja a produção de cafés de qualidade ou especiais", afirmou Ramiro Amaral.

 

‘Burareiro’

 

A área da fazenda é utilizada pela EBDA para ampliar a produtividade e a qualidade da produção no segmento em todo o estado, além de ser base para desenvolver pesquisas e adaptar tecnologias apropriadas, como a do secador ‘burareiro’.

Esse tipo de secador foi utilizado em toda a preparação dos lotes dos cafés premiados", explicou Ramiro Amaral. O equipamento é um secador rústico, que atende aos pequenos produtores que não dispõem de energia elétrica em suas propriedades e o seu funcionamento é a lenha.