Brasil amplia capacidade do sétimo maior banco genético do mundo
Com 100 mil amostras de sementes, o Brasil possui o sétimo maior banco genético do mundo. Empatado com o Canadá, País fica atrás dos Estados Unidos (466 mil amostras), China (360 mil), Alemanha (160 mil), Japão (147 mil), Índia (144 mil) Coréia (115 mil). A perspectiva é que o banco brasileiroaumentea unidade Recursos Genéticos e Biotecnologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) inaugurou um complexo de seis novas câmaras, que dobram a capacidade de armazenamento de 120 para 240 milamostras.
Na ocasião, o ministro da Agricultura, Luís Guedes, e o diretorpresidente da Embrapa, Sílvio Crestana, fizeram o depósito simbólico de sementes de feijão e arroz nas novas câmaras frias da unidade, que celebrou 32 anos de existência em 22 de novembro.
As câmaras frias são mantidas a 20ºC abaixo de zero. Nelas, as espécies vegetais de maior importância na alimentação nacional permanecem por mais de 100 anos com potencial de germinação. O maior número de amostras é composto por trigo, feijão, milho, arroz e soja, além de espécies fruteiras, arbóreas e medicinais, coletadas em todas as regiões do País e conseguidas por meio de trocas com universidades de órgãos de pesquisa nacionais e estrangeiras. Segundo assessoria de imprensa da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, as espécies vegetais conservadas no banco genético foram fundamentais para enriquecer a agricultura e resgatar a cultura de povos
indígenas, como os krahôs e a etnia Guarani.