Indústria de transformação baiana é a quinta maior do país (Diário Oficial Da Bahia)

22/12/2006

Indústria de transformação baiana é a quinta maior do país

 

A participação relativa do estado no PIB industrial do Brasil saltou de 4,5%, em 2004, para 5,9%, este mês

 

A indústria de transformação baiana ultrapassou o Paraná e Santa Catarina no ranking nacional. O estado avançou duas posições no segmento, saltando da sétima para a quinta colocação. Se em 2001 a participação relativa da Bahia no PIB industrial do Brasil era de 4,5%, em 2004 esse índice passou a ser de 5,9%, superando o Paraná (5,8%) e Santa Catarina (5,7%).

A informação sobre a economia baiana foi divulgada na terça-feira, no Hotel Fiesta, pelo secretário do Planejamento, Armando Avena, que proferiu a palestra A Conjuntura Nacional e as Perspectivas da Economia Baiana para 2007, durante um café da manhã comemorativo pelos 11 anos de atividades da Vetor, empresa de consultoria jurídica e financeira.

A explanação deu conta também de que a Bahia é a sexta economia do Brasil, tendo acumulado um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 95,1 bilhões em 2005, o que representou 5,1% do PIB nacional e 36% do PIB nordestino.

Segundo o secretário, os vetores de crescimento do setor são a indústria automobilística, de calçados e de papel e celulose. Ele credita o bom desempenho do setor às políticas de incentivo fiscal adotadas pelo governo estadual e que garantiram a atração de grandes empreendimentos, como a Ford. "Foram esses novos empreendimentos que permitiram a inserção da Bahia no eixo industrial do país", disse.

Crescimento atual. Hoje, segundo Avena, a Bahia tem crescido o dobro dos indicadores nacionais. No primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, o estado teve um incremento de 4,9%. A variação do índice do Brasil, no mesmo período, foi de 3,4%.

"Os números refletem uma tendência que já se repete há três anos consecutivos, com o PIB da Bahia voltando a apresentar uma elevada expansão nos primeiros meses do ano", explicou o secretário. No triênio 2003/2005, a economia baiana apresentou uma taxa de crescimento acumulado de 17%, enquanto a economia brasileira teve um índice de 7,7%.

Como afirmou Avena, a nova realidade da Bahia pode ser verificada em vários indicadores, com o superávit de US$ 1,4 bilhão na balança comercial do estado de janeiro a agosto deste ano. As exportações totalizaram US$ 4,3 bilhões, valor 16,8% superior à igual período em 2005, e a corrente de comércio foi representada por US$ 7,2 bilhões.

Em 2005, a composição setorial do PIB esteve representada em 50,2% pelo setor secundário, 39,5% pelo terciário, ficando o setor primário com a fatia de 10,3% do total, ratificando mais uma vez a qualificação da matriz produtiva baiana.

Já o setor agropecuário finalizou 2005 com uma produção bruta de R$ 16,3 bilhões, tendo nos grãos o maior índice (34%). Nos últimos 10 anos, a produção baiana de grãos – cuja safra em 2005 foi de 5,6 milhões de toneladas – cresceu 194%. Além disso, a Bahia, que tem 293,9 mil hectares cultivados, sendo 108,5 mil irrigados, é o maior produtor nacional de mamão, mamona, sisal, cacau, coco-da-baía, guaraná, manga.

O estado, que em 2005 teve uma produção de 3,7 milhões de toneladas de frutas – das quais 104,8 mil toneladas foram exportadas –, responde ainda pela segunda maior produção de algodão, laranja, banana, mandioca, dendê.

Detentor do maior rebanho de caprinos do país (4,3 milhões de cabeças) e do segundo rebanho de ovinos (3 milhões), o estado tem um rebanho bovino de corte que totaliza 10,5 milhões de cabeças, a produção de carne bovina alcança 365 mil toneladas e a de carne de frango chega a 187,6 mil toneladas.

Turismo. Outro segmento destacado pelo secretário foi o turístico, cujo fluxo de visitantes à Bahia em 2005 foi de 5,2 milhões de turistas, o que representa 25% do movimento total no Nordeste. No mesmo período, o setor aferiu uma receita de US$ 1,188 bilhão para o estado.

Hoje, a Bahia é o segundo pólo receptor do turismo internacional de lazer, sendo que Salvador é o terceiro destino para os turistas estrangeiros que visitam o Brasil.