Estado é o 2º maior produtor de mandioca (Diário Oficial da Bahia)

22/12/2006

Estado é o 2º maior produtor de mandioca

 

Nossa Raiz vem ajudando e capacitando pequenos agricultores em 47 municípios do baixo sul e Recôncavo sul

 

Criado em 2005, o Programa Nossa Raiz apóia a agricultura familiar e aumenta a produtividade e o aproveitamento da mandioca. O estado ocupa o segundo lugar no ranking nacional de produção da raiz e os pequenos produtores familiares têm na mandioca a principal fonte de alimento e renda. O Nossa Raiz foi implementado em 47 municípios: 13 do baixo sul e 34 do Recôncavo sul, beneficiando 5,4 mil famílias de agricultores. A característica da mandiocultura nessas regiões é a baixa utilização da tecnologia e a utilização da mão-de-obra familiar.

Nos últimos anos, o programa realizou 177 capacitações para produtores rurais. Os participantes adquiriram conhecimentos sobre tecnologias de produção, processamento, diversificação dos subprodutos, associativismo e cooperativismo. A grade de programação inclui atividades teóricas e práticas sobre técnicas consideradas adequadas para se atingir a meta de elevar a produtividade baiana de 12 para 20 toneladas por hectare.

O programa conta com a parceria da Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan), do Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Baixo Sul (Ides), da Embrapa Mandioca e Fruticultura, da Escola de Agronomia da Ufba (Agrufba), da Casa Família Rural (CFR), da Associação dos Municípios do Baixo Sul (Ambus) e das prefeituras municipais.

Programa Nossa Fibra –

O Programa de Incentivo à Lavoura do Sisal (Nossa Fibra) também foi lançado em 2005, com o objetivo de recuperar a cultura do sisal, aumentando a oferta da fibra no mercado e reduzindo os riscos de acidentes de trabalho, por meio de ações de assistência técnica e capacitação de produtores. O Nossa Fibra já beneficiou 5,9 mil produtores de 125 associações localizadas em 50 municípios dos quatro pólos – nordeste, Piemonte, Paraguaçu e Irecê.

Ao todo, são 21 mil hectares cultivados nessas regiões, onde o sisal é uma das principais atividades econômicas, devido às condições difíceis de clima e solo. A Bahia é o principal produtor de sisal do país, respondendo por 94% da produção nacional. A inciativa prevê um investimento total de R$ 8 milhões. Foram capacitados 32 técnicos, 80 artesãos, distribuídos 125 kits de beneficiamento e adquiridas 4 batedeiras comunitárias.

A perspectiva é o aumento em 32% da produção de fibra de boa qualidade, atingindo uma quantidade superior a 200 mil toneladas por ano e aumentando a produtividade dos campos de sisal de 853 para 1,3 mil quilos por hectare. Outra meta é elevar o rendimento médio semanal da máquina desfibradora de 800 para 1,1 mil quilos de fibra seca.

Programa Boa Pesca –

Para promover a melhoria das condições de vida das famílias envolvidas nas atividades de pesca e aqüicultura, o governo criou o Programa Boa Pesca, proporcionando acesso aos meios de produção e implantando estruturas de beneficiamento e comercialização do pescado e de apoio às comunidades pesqueiras. Desde 2002, foram investidos R$ 12,5 milhões, sendo que R$ 11,5 milhões foram aplicados entre os anos de 2003 e 2006.

Aproximadamente 11 mil pessoas, entre marisqueiras e pescadores artesanais, foram beneficiadas diretamente pelos investimentos e outros 43 mil baianos receberam benefícios indiretos, por meio de ações de peixamento de 2,5 mil aguadas públicas. O programa cadastrou e recadastrou, na Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca (Seap), órgão do governo federal, mais de 11 mil pescadores e marisqueiras.

O Boa Pesca executa intervenções com caráter sustentável, capacitando tecnicamente e introduzindo nas comunidades novas tecnologias de cultivo e captura, beneficiamento e comercialização. Nos últimos quatro anos, entre outras ações, foram realizadas 25 oficinas de imersão, 11 de gestão, implantadas 3 fábricas de gelo, três unidades de apoio à produção (beneficiamento, comercialização e recepção), 435 tanques para piscicultura e foram adquiridas 401 embarcações com material de salvatagem e 2,5 mil apetrechos de pesca.

Os municípios beneficiados foram Aratuípe, Cachoeira, Maragogipe, Salinas da Margarida, São Félix, Santo Amaro, Saubara, Jaguaripe, Prado, Casa Nova, Sento Sé, Sobradinho, Remanso, Igrapiúna, Nilo Peçanha,Cairu,Taperoá, Ituberá, Valença, Camamu, Canavieira,Arataca, Entre Rios, Jandaíra, Conde, Ponto Novo, Filadélfia, Itiúba, Salvador, Lauro de Freitas e São Domingos.