Embarque de frutas aumenta 5% neste ano
Os fruticultores brasileiros deverão aumentar em 5% as exportações neste ano, apesar dos problemas de gargalo logístico nos portos, das barreiras fitossanitárias, da desvalorização cambial e da elevada tributação no país.
De acordo com balanço divulgado pelo Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf), os embarques fecharão 2006 totalizando US$ 480 milhões, contra US$ 440 milhões no ano passado. Em termos de volume, foram exportadas 830 mil toneladas de frutas, mesmo nível que do ano passado.
"Apesar das dificuldades [os fruticultores] continuam despendendo esforços para garantir a lucratividade e acessar o mercado internacional", diz a associação. O setor produtivo, lembra a entidade, sofreu este ano com a possibilidade de um embargo da União Européia devido às exigências de padrões de monitoramento, rastreabilidade e boas práticas agrícolas do bloco.
Para Moacyr Saraiva Fernandes, presidente do Ibraf, os exportadores das principais frutas já procuram atender às normas da UE. "Mas é preciso estabelecer uma legislação que defina os produtos e limites de resíduos de defensivos, principalmente para as culturas de menor porte".
As frutas que registraram melhor desempenho foram uva, limão, abacaxi e abacate. A maçã, item tradicional na pauta de exportações brasileira, sofreu com as geadas em Santa Catarina e teve uma redução de suas vendas externas. Fatores climáticos também atingiram o mamão.
O Ibraf ressalta em seu balanço que 2007 deverá ser promissor para os processados de frutas, citando expansão estimada pelo Sindicaju de 10% dos embarques da castanha de caju. Haverá também um aumento da demanda por sucos - 16,8% para África e Oriente Médio, 14,8% para o Leste Europeu e 8,2% para a Ásia.
Para o mercado interno, o crescimento deverá ser de 14% a 15% para os derivados em geral.